Imagine que a Síria é um grande colégio de ensino médio. Nele, comandava Bashar al-Assad desde 2000, como sucessor de seu pai, Hafez al-Assad. Sendo a democracia um conceito não muito cultuado neste colégio, a mesma família já o comandava à 40 anos. Porém, depois de um grande e terrível acontecimento em 2011, tudo mudou. Como um colégio, a #síria era dividida em várias turmas, de em média 30 alunos cada. Ninguém gostava do diretor da escola, mas continuavam suas vidas normalmente, pois ainda estavam passando de ano com notas boas (uma analogia para a economia do país).

Protestos na Síria

Em 2011, alguns alunos insatisfeitos decidiram descer ao pátio e protestar pacificamente contra o diretor, porque agora ele dava alguns privilégios somente para algumas turmas e as outras acabavam pagando por isso.

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Cansados disso, eles protestaram alegando que queriam direitos iguais, melhorias, etc. Entretanto, o diretor pouco se importava com isso, após ver a confusão que tomava o pátio, ele simplesmente começou a expulsar todos os que ali estavam (o presidente mandou o exército matar todos os protestantes).

O início do massacre

O restante dos alunos, indignados com o que o diretor havia feito, começaram a se organizar para derruba-lo. E então tudo se tornou uma enorme loucura. Ao invés de todos os estudantes se unirem contra o diretor, as salas formaram vários grupos que, ao se encontrarem no pátio, brigavam entre si. Enquanto o diretor continuava a expulsar alunos. Cada grupo assumia uma área da escola e sempre que alguém tentava invadir o território inimigo, eles brigavam. Alguns até mesmo desistiram e tentaram seguir sua rotina normal, em meio a todo aquele caos.

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Entrada do ISIS

O Estado Islâmico era como um grupo de vandalismo, que havia invadido o colégio e, agindo como valentões, apavoravam todos. Inicialmente mantinham a ideia de atacar somente o diretor, mas, com o tempo, passaram a enfrentar e agredir todos os grupos que não concordavam com eles, afinal, se não estavam a favor deles, estavam contra. Hoje em dia, após terem feito um verdadeiro arrastão, conseguiram dominar praticamente metade do lugar.

A guerra hoje

Mais de 400 mil pessoas já morreram, civis que apenas tentavam seguir normalmente suas vidas. Algumas crianças se tornaram até mesmo um símbolo deste massacre sem fim. Como o menino sírio de 5 anos, resgatado após um ataque aéreo em Aleppo, ou Aylan Kurdi, o menino de três anos, vitima de naufrágio durante uma viagem de fuga da Turquia para a Grécia.

Atualmente a UNICEF está fazendo um trabalho de socorro aos civis na Síria, especialmente às crianças. As doações podem ser feitas pelo site, onde você pode ler mais sobre o que eles podem fornecer para as vítimas, de acordo com o valor doado.

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E também, escolher entre fazer uma doação mensal (o valor escolhido será automaticamente debitado todos os meses) ou única. Apesar de estarmos longe, podemos fazer mais do que ficar somente indignados. Uma pequena quantia, já é de grande ajuda para quem está em meio a uma #Guerra Civil. #Mundo