Veio à tona um vídeo que mostra o exato momento em que uma embarcação suicida atinge um navio de guerra saudita, na costa do Iêmen.

As imagens teriam sido flagradas a bordo do navio atingido, na semana passada. Dois soldados morreram.

De acordo com a imprensa internacional, a pequena embarcação estaria carregada de explosivos no casco.

A rede de notícias Al Arabia divulgou as imagens que mostram o navio menor navegando em alta velocidade antes de explodir com o impacto da batida intencional.

O conteúdo foi retirado da plataforma de observação da fragata militar, que tem vista para o heliporto do navio.

Depois do choque, a embarcação de guerra saudita voltou a seu porto de origem, em Jeddah, neste domingo (5), informou a agência de notícias nacional da Arábia Saudita.

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"A fragata, que foi atacada pela milícia Huthi enquanto estava de patrulha no Mar Vermelho, retornou a Jeddah como planejado", afirmou, em nota, a agência de imprensa saudita.

O grupo radical, organizado por rebeldes que controlam o capital do Iêmen, reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Este é o terceiro realizado em navios na mesma região nos últimos seis meses.

Segundo um oficial militar ouvido por outra agência de notícias, a Saba News, o navio de guerra saudita estava envolvido em ataques contra cidades costeiras e em agressões contra pescadores do Iêmen. No entanto, a agência é dirigida pelo movimento rebelde Huthi, o mesmo que assumiu o atentado.

Em outubro do ano passado, um navio de mísseis guiado pela Marinha dos EUA foi alvo de um ataque. A ofensiva teria partido do Iêmen e é atribuído aos Huthis.

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Depois disso, o ex-presidente Barack Obama determinou ataques de mísseis em resposta. Foi a primeira ação militar direta de Washington contra alvos suspeitos de serem controlados por rebeldes no conflito do Iêmen.

Em outro incidente ocorrido em outubro, uma força liderada pela Arábia Saudita resgatou passageiros de um navio que estava sendo usado pelos militares dos Emirados Árabes, também atacado por combatentes Huthis, próximo ao Mar Vermelho.

A Arábia Saudita e seus aliados do Golfo Árabe realizaram milhares de bombardeamentos no Iêmen desde março de 2015, em uma campanha para tentar restaurar a autoridade do governo de seu presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi.

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