Na semana passada, o governador Kashim Shettima, do estado de Borno, na #Nigéria, publicou um relatório preocupante em relação à atuação do grupo terrorista Boko Haram. O relatório deu alguns detalhes em relação aos prejuízos da ação de ataques terroristas contra grupos cristãos e aqueles que se opõem às doutrinas pregadas pelo grupo que tenta implementar a lei da Sharia, no pais. O documento foi divulgado na conferência anual de Murtala Mohammed, que foi realizada no Centro Shehu Yar'Adua, em Abuja.

Durante a conferência, Shettima apresentou o relatório com o seguinte título: "A Crise de Boko Haram no Estado de Borno". O documento explica que as ações do grupo terrorista da Nigéria já causaram a morte de pouco mais de 100 mil nigerianos - levando-se em consideração que as autoridades possuem dificuldades em mapear o número de violência em determinadas regiões do país.

Além das 100 mil vítimas, o relatório também informa que mais de dois milhões de pessoas teriam sido obrigadas a deixar suas casas para se deslocar em campos de refugiados do governo. Além disso, o relatório também cita as mais de 50 mil crianças órfãs e mais de mais de 54 mil viúvas em decorrência dos ataques proporcionados pelos extremistas do Boko Haram. O grupo terrorista também é responsável pela destruição de mais de 900 igrejas na região norte da Nigéria, além de usar crianças cristãs em ataques terroristas. E também o relatório de Shettima atribui ao Boko Haram um prejuízo equivalente a 9 bilhões de dólares. Deste montante, o estado de Borno arca com 6 bilhões de dólares. Segundo as autoridades locais, os prejuízos causados pelos terroristas são considerados caros demais para um país que sofre com a pobreza e está carente de recursos para servir da melhor forma possível sua população.

O Boko Haram, por sua vez, considera a educação ocidental ou não islâmica como um pecado. Em nota, o grupo terrorista alega que combate a corrupção do governo nigeriano, a falta de pudor entre as mulheres, como a prostituição, entre outros vícios. #Atentado terrorista #Guerra Civil