Um jovem negro, de 22 anos, foi abordado e revistado em 02 de fevereiro por quatro policiais na comuna (divisão administrativa francesa) de Aulnay-sous-Bois, no norte de Paris. Segundo relatou o jovem, ele foi agredido física e verbalmente pelos guardas, que inclusive cuspiram nele e usaram epítetos racistas. Um deles então o levou para um canto mais afastado, onde o violentou com o cassetete, causando-lhe imensa dor e sensação de fraqueza. Depois disso, o rapaz foi posto em uma viatura e levado a uma delegacia, onde outros profissionais disseram que ele devia ser levado a um hospital devido ao estado em que se encontrava.

A vítima, que está sendo identificada apenas pelo primeiro nome, Theo, precisou passar por operações e deve permanecer afastado do trabalho por pelo menos mais dois meses.

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O presidente da França, François Hollande, fez-lhe uma visita.

Um vídeo, que supostamente mostra a abordagem e maus-tratos que ocorreram antes da violência sexual tem sido difundido pela internet e causou revolta. Têm havido protestos e choques entre manifestantes e forças policiais na França, especialmente nos subúrbios de Paris.

Em pelo menos um caso, a polícia deu tiros de aviso usando munição comum - por falta de bombas de efeito moral e balas de borracha. Em uma cidade francesa, disse ele, manifestantes usaram coquetel Molotov contra as forças da lei. Várias prisões já foram efetuadas. Atos de depredação como a destruição, pelo fogo ou por poderosos golpes, de carros de uma locadora de veículos da marca Citröen na comuna em que se deu a #agressão, repetem-se pelo país europeu. O jovem Theo, do hospital, ao lado do presidente em sia visita, disse confiar na Justiça francesa e conclamou a população a manter a calma e evitar atos violentos.

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O mesmo pediu o primeiro-ministro da França, Bernard Cazeneuve.

A hashtag #JusticePourTheo (Justiça Para Theo) vem se disseminando na rede social Twitter e foi usada em passeatas. Dos quatro policiais envolvidos no caso, um responde por estupro e os outros três por agressão voluntária. #Crime #Casos de polícia