Camboja, oficialmente Reino do #Camboja, é um estado soberano e localiza-se na porção sul da península da Indochina, no sudeste asiático. Entre os anos de 1969 e 1975, o país foi bombardeado pelos EUA para tentar eliminar guerrilheiros vietcongs escondidos na fronteira. Essa guerra deu origem ao Khmer Vermelho ao qual tomou a capital Phnom Penh no ano de 1975.

Até 1990, foi a República Popular da Kampuchea, estruturada numa esfera socialista. Em 1993, tornou-se monarquia após anos de guerra. Desde então, houve um rápido progresso na economia e recursos humanos, reconstruindo anos de guerra civil. Vestuário, construção civil, agricultura e principalmente o turismo, atraíram para o país investimentos estrangeiros muito importantes que estimularam o comércio internacional.

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E sua capital, hoje, é principal centro político, corporativo, financeiro e econômico do país, sendo a cidade mais populosa.

Um talento impecável

Jessica “Lisha” Srin, moradora da capital do Camboja, Phnom Penh, tem 36 anos. Mãe divorciada de três filhos. Até ser conhecida pela seu talento, Lisha conta que, até conhecer o #hip-hop em 1999, que apenas conseguia sobreviver ao lado da mãe e da irmã. "Só vi o meu pai três vezes", conta ela. Através do DJ Sope, Lisha conheceu o hip-hop, a qual segundo ela é a mais real expressão de liberdade. A família de Scope refugiou-se na Califórnia, EUA, nos anos que foram dominados pelo Khmer Vermelho e foi lá que Scope aprendeu o hip-hop. Quando retornou para Phnom Penh nos anos 90, trouxe o gênero na bagagem.

Lisha, hoje, é muito conhecida pela sua voz, inglês impecável e sua extrema confiança em si própria.

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Ela diz que se sente movida pela ferocidade honesta do hip-hop. Ela prefere ser a "menina má" do que uma Barbie submissa. Lisha representa um grande número de mulheres do Camboja que estão se expandindo e evoluindo em pensamento — graças ao acesso à internet, e pelo crescente turismo do mundo ocidental — e estão provocando uma mudança num país onde as mulheres ainda não ouvidas.

Reconhecimento e amor

Quando Lisha chega na gravadora KlapYaHandz em Phnom Penh, ela encontra seu consolo na escuridão do estúdio. Os versos que saem de sua boca são ousados. Ela canta na língua de sua terra natal, o khmer, e também em inglês. As palavras são intensas, inspiradas em sua época, influenciada pela paixão ao hip-hop. Através de sua carreira e musicidade, Lisha pretende trabalhar para dar uma nova identidade ao seu país, incluindo as mulheres.

Sua #Música é muito querida no Camboja. Mensalmente, Lisha se apresenta em várias locais de música em Phnom Penh para um público ávido. Ele recebe convites para formular trilhas sonoras para comerciais nacionais. Participou de uma turnê nos EUA com um acompanhante de OneBeat, onde se juntou a grupo emergentes dispostos a desenvolver uma rede global para iniciativas musicais.