O todo poderoso criador do #Facebook, Mark Zuckerberg, gastou os primeiros 13 anos da rede social para conectar todas as pessoas do mundo. Agora está focado em como fazer para que o mundo não desmorone.

Em um manifesto com 6 mil palavras, publicado nesta quinta-feira (16), Zuckerberg escreveu como será a missão do Facebook para “construir uma comunidade global”, o que é contrário a atual política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prega o nacionalismo e bloqueio a globalização.

“Quando criamos a rede social, a ideia seria ligar todas as pessoas do mundo”, escreveu Zuckerberg. “Agora em todo o mundo tem pessoas que foram esquecidas pela globalização ou movimentos para deixar a conexão global“.

Publicidade
Publicidade

A campanha presidencial do presidente Donald Trump se baseou em fortalecer as fronteiras e refazer os tratados e alianças com outros países. Na Europa, o Reino Unido votou em deixar a União Europeia, uma clara rejeição à globalização.

"Há questões sobre como podemos fazer uma comunidade global que funcione para todos e que o caminho a seguir será se conectar mais", escreveu o fundador do Facebook. Ele expôs algumas ideias sobre como ser mais inclusivo e estar mais informado. A resposta que ele dá é, claro, usar a rede social.

Zuckerberg descreveu planos ambiciosos para usar a inteligência artificial para acabar com a propaganda terrorista, construir novas ferramentas para incentivar a participação cívica e acrescentar perspectivas e informações adicionais sobre as atualizações de notícias.

Publicidade

“Nossas duas maiores preocupações este ano foram sobre a diversidade de pontos de vista (filtros) e precisão da informação (notícias falsas)", escreveu Zuckerberg. "Isso me preocupa ... mas eu também me preocupo, porque ainda há efeitos mais poderosos que devem ser combatidos, que é sobre o sensacionalismo e a polarização que conduz à perda de um entendimento comum."

Zuckerberg e o Facebook foram alvos de criticas após as eleições por notícias falsas que se espalharam pela rede social, e que isso talvez possa ter ajudado na vitória de Trump. Ele apenas respondeu que isso era “uma ideia louca“.

Desde então, o Facebook reforçou sua busca por notícias falsas, trabalhando com verificadores de notícias que averiguam os fatos, colocando alertas para notícias suspeitas e repensando o formato dos seus trending topics.

O manifesto não menciona Trump diretamente, mas diz que o mundo tem que continuar globalizado, que somos todos humanos e temos o direito de ir e vir.

Anteriormente, Zuckerberg se juntou a líderes mundiais e outros empresários que criticaram Trump por seus decretos para restringir a entrada de imigrantes e refugiados nos Estados Unidos.

A ideia de Zuckerberg seria algo como “governantes podem fechar fronteiras, mas a conexão entre pessoas do mundo todo ninguém jamais fechará”.

O manifesto chegou em meio a especulações sobre Zuckerberg poder se candidatar a algum cargo público, mas a resposta foi não, dada pelo próprio criador do Facebook.