Uma garota de apenas dez anos pode ser confirmada como o primeiro caso de uma doença genética muito rara a afetar mulheres. Trata-se da epidermodisplasia verruciforme, mais conhecida como “doença do homem-árvore”, que até agora, só havia sido diagnosticada em homens.

Os primeiros sintomas apareceram há poucos meses, e começaram como pequenas verrugas, que a princípio não preocuparam a família, que vive em um pequeno vilarejo localizado ao sul de Bangladesh, no continente asiático. Como as verrugas aumentaram de tamanho, o pai resolveu levar a filha até a capital, para exames mais apurados.

Os exames preliminares concluíram que pode se tratar da “doença do homem-árvore”, uma rara anomalia genética que faz com que o organismo crie verrugas abundantes, em formato de casca de árvore, fato que batiza a doença que afeta um grupo muito pequeno de pessoas ao redor do mundo.

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Médicos continuam investigando o caso

O pai da garota espera que os médicos possam resolver o problema da filha, pois afirma que a família é muito pobre e que cria a filha sozinho, desde o falecimento da esposa há alguns anos. Bangladesch possui apenas um outro caso da doença, em um rapaz de 27 anos, que passou por dezenas de cirurgias para poder conviver com a doença.

No caso do rapaz, as verrugas em forma de casca nas mãos chegaram a pesar mais de 5 quilos, o que impossibilitava qualquer atividade cotidiana, e o caso ganhou destaque na imprensa nos últimos anos, já que casos da doença são muito raros e com esse nível de agressividade, mais ainda.

Os especialistas em Daca, capital do país, seguem realizando exames e esperam que, no caso da menina, a manifestação da doença seja menos severa do que nos casos registrados em homens e que a remoção e recuperação da menina sejam também mais rápidos.

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Por enquanto, ela segue internada para tratamento e conclusão dos estudos, e tem chamado a atenção da mídia mundial e também causado muita comoção em todo o mundo, já que os casos similares de epidermodisplasia verruciforme são realmente chocantes e muito agressivos. #2017 #Saúde