#México e #Estados Unidos vivem momentos de tensão. O único culpado, aparentemente, para um mal relacionamento entre os países é o presidente norte-americano Donald #Trump. Como é sabido desde a campanha do empresário milionário, o atual governo norte-americano quer construir um muro na fronteira entre os dois países.

A discussão sobre o muro voltou a esquentar na última semana, quando foi revelado que Trump poderia estabelecer um imposto de 20% sobre importações mexicanas. O dinheiro dessa taxa seria usado justamente para construir o muro. Logo o novo imposto foi retirado de pauta, devido à mídia negativa. No entanto, os mexicanos não deixaram barato essa intenção de Trump e criaram uma campanha nas redes sociais para boicotar os produtos norte-americanos.

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As hashtags #Adiosproductosgringos e #AdiosStarbucks foram as mais usadas. Nas redes também puderam ser vistas hashtags semelhantes com McDonald's, Coca-Cola, Nike e Apple. Além disso, os mexicanos que movimentavam a campanha lembravam de marcas nacionais, apoiavam produtores locais e lembravam de costumes antigos, que envolviam produtos mexicanos.

A campanha ganhou apoio de personalidades importantes, como o empresário Carlos Slim. O magnata das telecomunicações disse que nunca viu uma união nacional tão grande em sua vida. Norte-americanos também apoiaram a campanha, principalmente para criticar Donald Trump.

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Do outro lado, houve pessoas que apoiaram o presidente norte-americano e usaram a hashtag para fazer postagens xenofóbicas.

"Eu apoio os mexicanos no boicote. O presidente norte-americano começou essa droga. Não os mexicanos", diz o tweet.

O boicote na prática

Se a população mexicana realmente boicotar os produtos norte-americanos fora das redes sociais, o prejuízo pode ser muito grande para os Estados Unidos. Atualmente, os Estados Unidos possuem um valor comercial, em negócios internacionais, de 503 bilhões de dólares. O México é um dos maiores parceiros norte-americanos, representando 13% desse valor, que representa mais de 53 bilhões de dólares.

Posicionamento das marcas

Mesmo que o boicote tenha sido muito comentado nas redes sociais, a maioria das marcas não mostraram preocupação, entendendo que a campanha é para atingir Trump.

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A BMW, por exemplo, continua mantendo o plano de construir um fábrica no México em 2019.

Outra marca que continuará os seus investimentos é a Coca-Cola. A marca de refrigerantes segue com o lançamento da "Coca sem açúcar" no país. Além disso, o vice-presidente da Coca-Cola México, Carlos Gil, disse recentemente em entrevista que a marca, que está há 90 anos no país e investe um milhão de dólares por ano no México, continuará com o seu compromisso com o povo mexicano.