Lindsey Paradiso, de 28 anos, está revoltada com as declarações do novo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, sobre o aborto. A mulher da Virginia teve que fazer um #aborto, quando estava grávida de 23 semanas, e contou como isso foi o mais doloroso que já viveu, e não uma escolha. Para o fazer, e mesmo aconselhada pelos médicos, ela teve que ir em um outro estado americano, onde o aborto tardio não é considerado um crime. Depois de seu testemunho ter viralizado na Internet, ela se tornou ativista na luta pelos direitos da mulher em abortar e que isso não pode ser uma escolha de #Trump ou de Mike Pence, mas sim de cada uma.

No caso de Lindsey, ela ficou sabendo que sua bebê tinha problemas, durante a 18ª semana de gestação.

Publicidade
Publicidade

A menina tinha um tumor visível na zona do pescoço. Inicialmente, ainda pensaram que seria possível operar após o parto. Porém, quando chegaram nas 23 semanas, o tumor tinha duplicado e seria impossível para a bebê sobreviver.

Por essa razão, os médicos sugeriram o aborto. Lindsey e o marido Matt não decidiram abortar, eles se sentiram sem opção. "O médico falou que seria melhor terminar a gravidez, uma vez que as chances de sua morte eram bastante inevitáveis. Ele então disse que nos deixaria para pensar e discutir o que queríamos fazer. Matt e eu imediatamente desabamos. Nós não queríamos que nossa bebê morresse e nós certamente não queríamos matá-la", contou Lindsey, em declarações citadas pelo jornal Daily Mail.

Lindsey e Matt se decidiram então pelo aborto. Viajaram durante uma hora, para irem em um hospital, onde não fosse crime fazer um procedimento que os próprios médicos estavam recomendando.

Publicidade

Lindsey tomou uma injeção letal, o coraçãozinho de Omara parou de bater e após 40 horas de trabalho de parto, a bebê nascia, sem vida.

Mais tarde, Lindsey compartilhou sua história no Facebook e o post, com todos os momentos de uma "gravidez desejada", se tornou viral. Com mais de 87 mil reações, 115 mil compartilhamentos e mais de nove mil comentários, esta mulher explicava que o aborto não foi uma "escolha", nem "controle de natalidade", mas sim um "momento muito doloroso", acrescentando que "o governo não decide aqui".

Em um claro recado para Donald Trump, esta americana está sendo apoiada por milhares de americanos, que estão concordando com ela. Trump criticou os "abortos tardios", como sendo uma escolha da mulher. Lindsey ficou destruída com essas palavras. "Quando políticos como Trump e Pence espalham sua intolerância por dar às mulheres uma escolha, tornamos essas situações muito mais difíceis não apenas para a #mãe, mas para todos os envolvidos".

Depois de ter viralizado, Lindsey se tornou uma ativista para uma organização 'pro-escolha', consciencializando para os direitos reprodutivos de cada uma.

E o leitor, o que pensa sobre esse tema? Tem ou não tem razão essa mulher? Deixe sua opinião!