Um homem cortou as orelhas de sua esposa depois de acusá-la de falar com "homens estranhos". A vítima é Zarina, de 23 anos, que se casou quando tinha apenas 13 anos. Ela chegou ao Hospital Balkh, em Mazar-e-Sharif, no Norte do Afeganistão, em estado crítico após o #Ataque. Zarina foi atacada no início desta semana, de acordo com o diretor do hospital, Noor Mohammad Faiz. Falando na cama, Zarina disse: "Não quero mais viver com ele. Eu quero o divórcio. Quero ele na prisão.”

De acordo com Noor Mohammad Faiz, Zarina, que estava casada com esse homem desde os seus 13 anos, chegou ao hospital em Mazar-e-Sharif em estado crítico, tendo perdido muito sangue.

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"Suas duas orelhas estão cortadas. Vamos tentar tratá-la aqui. Se não, ela precisa ser levada para o exterior", acrescentou.

Um porta-voz do governador de Balkh, Sher Jan Durrani, disse que o #Suspeito havia fugido. "Seu marido fugiu e está em liberdade. Começamos nossa investigação para prendê-lo", afirmou. Mais de 15 anos após o fim do regime talibã, o Afeganistão continua a ser um cenário de violência e abusos regulares contra as mulheres, muitas vezes perpetrados por cônjuges ou parentes.

Em janeiro de 2016, um marido cortou o nariz de sua esposa depois de uma disputa na remota província de Faryab, também no Norte. Incapaz de ser tratada no país, Reza Gul foi enviada para a Turquia. O suspeito refugiou-se em uma área controlada pelos talibãs para escapar da acusação.

No verão passado, na província de Ghor, um homem ateou fogo em sua esposa grávida, que tinha apenas 16 anos.

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A vítima, que estava casada desde os 14 anos, morreu em um hospital alguns dias depois pelas fortes #queimaduras que sofreu. O marido fugiu para evitar o castigo.

Em novembro de 2015, uma jovem mulher foi apedrejada até a morte também na província de Ghor depois de ter sido acusada de adultério. Em setembro de 2014, um homem cortou parte do nariz de sua esposa com uma faca de cozinha, na província central de Daykundi. Infelizmente esses não serão os últimos casos de agressão contra as mulheres nos países Islâmicos. já que o governo não consegue estabelecer uma lei rígida para proteger as mulheres desse tipo de violência.