O Museu do Louvre, em Paris, mais conhecido do mundo reabriu suas portas neste sábado (4), apenas 24 horas após soldados do lado de fora do museu parisiense dispararem contra um homem que portava dois facões militares e gritava expressões de ordem islâmica. Já se sabe que ele é um egípcio que entrou no país com visto turístico há uma semana.

Na manhã deste sábado, uma multidão se reunia em fila diante da entrada principal do museu para visitar as obras de arte mais famosas e valiosas do mundo. Soldados com metralhadoras podiam ser vistos patrulhando as proximidades com a equipe de segurança do museu realizando testes de rotina em um forte esquema de policiamento.

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Incidente no Louvre

Na sexta-feira (3), um homem armado ameaçou e agrediu soldados e agentes da polícia em serviço no Carrossel do #Louvre, que funciona como loja de souveniers, bilheteira e entrada pública para o museu em Paris.

O agressor, que vestia uma camiseta preta com um desenho de crânio e armado com dois facões militares de 40 centímetros, atacou a tropa da patrulha francesa enquanto gritava "Allahu Akbar" (“Deus é grande”, em português), acertando um soldado na cabeça e sendo baleado no estômago logo em seguida, ficando gravemente ferido.

Cerca de 250 visitantes que estavam na galeria no momento do ocorrido foram levados para uma área segura no edifício. Após a polícia se certificar de que ninguém estava envolvido no ataque, os visitantes foram liberados aos poucos. Como medida de segurança, os museus do Louvre e d'Orsay, que fica próximo, foram evacuados.

O incidente colocou a segurança e a ameaça de terror de volta aos holofotes três meses antes das eleições na #França, com as autoridades dizendo que foi um ataque terrorista.

"Ataque de natureza terrorista"

O Ministério do Interior egípcio identificou o agressor como Abdullah Reda al-Hamamy, cidadão egípcio de 29 anos que havia entrado na França com um visto de turista de um mês emitido em Dubai em 26 de janeiro.

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As autoridades francesas ainda não sabem se Abdullah agiu sozinho ou sob ordens de grupos extremistas, mas investigadores examinaram sua conta no Twitter e descobriram algumas mensagens postadas em árabe minutos antes do ataque dizendo "Em nome de Deus... para nossos irmãos na Síria e lutadores em todo o mundo" e fazendo referências ao Estado Islâmico.

O governo dos Emirados Árabes Unidos condenou o "crime de ódio" e assegurou à França sua "plena solidariedade". Enquanto as autoridades francesas investigavam os antecedentes de Abdullah, o presidente francês François Hollande disse que há poucas dúvidas de que este foi um "ataque de natureza terrorista" e reiterou a importância e a urgência do aumento de rondas de segurança em todo território francês.

O país, que está se recuperando de uma onda de ataques terroristas, está em estado de emergência desde novembro de 2015, o que também afeta diretamente sua lucrativa indústria turística. #Terrorismo