O estudo da #História e afins, através dos milênios, faz com que a humanidade entenda um pouco melhor a sua origem e até mesmo ao que se resume a própria vida que usufrui. Um exemplo claro desse encantamento pela história das civilizações que se sucedem sobre a Terra vem do santuário do oráculo de Delfos, o qual era famoso não só na Grécia, mas em todo o mundo conhecido da época. Prova disso são as dezenas de presentes oferecidos pelos reis do Oriente para obter respostas por parte da Pitonisa (sacerdotisa do templo). Os itens presenteados eram bastante caros e foram descritos através do historiador grego Heródoto e graças também a uma grande descoberta singular, feita no século passado por arqueólogos franceses.

Heródoto revelou que os reis e governantes das regiões da Ásia Menor tinham o costume de enviar os presentes para o templo de Apolo, a fim de que o Oráculo fornecesse respostas sobre o futuro quanto aos assuntos de governança dos Estados; temas de guerras, assuntos políticos em geral e de como eles deveriam reagir, sabendo previamente do futuro.

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O primeiro dos "bárbaros" que enviou um presente para o #deus Apolo, foi Midas, rei da Frígia.

O primeiro rei da Lídia, Giges, enviou seis crateras de ouro, enquanto o maior doador foi Croesus, último rei de Lídia. Ainda de acordo com as informações de Heródoto, Croesus enviou delegações para todos os adivinhos mais famosos do mundo de então, a fim de saber quem daria as respostas corretas sobre ele próprio. Quando os representantes reais retornaram ao país de origem, Croesus considerou que só a mensagem do Oráculo de Delfos tinha sido a correta e ordenou que seus artesãos construíssem objetos de ouro para serem enviados a Delfos como uma prova de agradecimento, destacando-se quatro jarros de prata, uma estátua de ouro de uma mulher, duas crateras (uma de ouro e a outra de prata), decorando magnificamente a entrada do templo do deus Apolo.

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Havia também um leão de ouro pesando 250 kg, que foi colocado sobre um pedestal composto por 117 blocos.

A escavação de 1939

Alguns meses antes da eclosão da 2ª Guerra Mundial, arqueólogos franceses continuaram as escavações em Delfos e despretensiosamente decidiram remover as placas da estrada que passa entre os monumentos, datada dos primeiros anos do período bizantino e, assim, chegaram ao tesouro entre as galerias chamadas dos Coríntios e dos Atenienses, encontrando duas grandes valas contendo 2.000 fragmentos de ossos do 8º ou 5º século antes de Cristo.

Os padres, na realidade, enterraram os objetos com cuidado para evitar que fossem destruídos ou roubados e assim permaneceram por muitos séculos. Após a descoberta, se levou vários anos para soldar as peças e restaura-las completamente, sendo que as mesmas estão expostas no Museu Arqueológico de Delfos, como a estátua de Apolo, fragmentos de outras estátuas, guerreiros e performances com temas mitológicos como o de Jasão e os Argonautas.

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Enfim, fica claro que os homens de outrora se satisfaziam em agradar ao deus Apolo e pedir pela sua ajuda. #Grécia