Emil Radita, de 59 anos, e Rodica Radita, de 53 anos, foram condenados por assassinato do filho Alexandru, de 15 anos. O menino era diabético e pesava somente 37 quilos quando morreu em 2013. Os #pais não teriam mostrado nenhuma emoção no tribunal de Calgary, no Canadá, na sexta-feira passada (24), quando foram sentenciados a prisão perpétua, sem possibilidade de saírem da cadeia antes de cumprirem um mínimo de 25 anos da pena. O tribunal descobriu que os pais impediram que os médicos tratassem seu filho, mesmo sabendo que ele estava morrendo, deixando-o sofrer de extrema fome.

A causa de morte foi uma sepse bacteriana, que o menino diabético sofreu e não teve qualquer tratamento.

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Os pais teriam esperado mais de duas horas, ficando rezando, antes de ligarem para as emergências, no dia em que o menino morreu. "Suas ações em matar de fome seu filho Alex estão além da compreensão", disse a juíza Karen Horner aos pais assassinos, no tribunal, de acordo com a emissor de televisão CTV.

A juíza explicou que a morte do menino não foi uma ocorrência súbita, mas sim algo que aconteceu ao longo de meses ou anos. No dia em que os pais encontraram Alex sem respirar, eles ficaram rezando antes de pedirem ajuda. "A evidência sublinha que os Raditas estavam bem conscientes de como Alex estava doente e ainda se recusaram a tratar sua condição médica, com protocolo de insulina adequada e cuidados médicos", disse a juíza Karen Horner: "Eles sabiam que ele estava morrendo".

O chefe médico de Alberta, Jeffrey Gofton, deu provas no julgamento que Alexandru estava sendo negligenciado, e que suas reservas de gordura e músculo estavam esgotadas, até seus dentes estavam apodrecendo.

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Uma outra testemunha foi Shauna Mitchell, uma investigadora de polícia, que esclareceu quando o casal tinha visto, pela última vez, o menino. "Eles disseram que foram para a igreja depois das 18 horas, e eles chegaram em casa pelas 20 horas. Foi quando o pai disse que ele não estava respirando. Então, eles oraram e só chamaram a emergência cerca das 22 horas", disse.

Esteve também presente em tribunal Patricia MacDonald, a assistente social que lutou, sem sucesso, para Alexandru ficar em uma casa de acolhimento, depois de descobrir o comportamento dos pais com a doença do menino. "Nunca conheci pais como eles na minha vida. Eu só sinto que eles estão tão vazios de qualquer tipo de emoção, qualquer tipo de sentimento", declarou.

E o leitor, o que pensa dessa sentença? Foi justa ou muito pesada? Deixe sua opinião! #Filhos #Justiça