O chefe supremo da Igreja Católica, o papa Francisco, apontou o mau comportamento novamente de alguns participantes da sua própria Igreja – nesta quinta-feira (23) –, afirmando que é mais honroso ser um ateu do que ser um daqueles que se intitulam católicos e ademais participam do que conceituou de uma vida dupla e mentirosa.

Na sua interpretação, e comentando o caso, em uma missa privada pela parte da manhã na sua casa, ele afirmou que é um pecado sem tamanho dizer determinada coisa e fazer outra.

Continuou dizendo que há aqueles que afirmam serem muito católicos e que estão sempre cumprindo com o dever de ir à missa, e que fazem parte deste ou daquele grupo religioso.

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Foi mais ou menos com estas palavras que o papa expôs sua indignação sobre alguns escândalos envolvendo a Igreja Católica nos últimos meses.

Sua indignação

"Há muitos católicos que são assim e eles causam escândalos", afirmou. E completou dizendo que muitas vezes ouvimos pessoas afirmarem que se aquela pessoa é católica, é mais honroso ser ateu.

O papa também disse que uma certa quantidade destas pessoas deve afirmar que sua vida não é cristã, e que não paga aos seus empregados salários adequados, e que tira proveito das pessoas, e que também faz acordos ilegais, lava dinheiro, etc. Para ele, isso é uma vida dupla do sujeito, não compactuando com o ideal cristão.

Deu sequência à sua fala afirmando que existem muitos católicos que são desse jeito e eles causam indignação. E terminou afirmando que muitas vezes escutamos pessoas dizerem 'se esta pessoa é católica, é mais honroso ser ateu'.

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A partir de sua eleição no ano de 2013, o papa afirmou frequentemente a católicos, tanto padres como os participantes da igreja, para realizarem o que a religião ensina.

Em suas falas, ele já reprovou veemente o abuso sexual de crianças pelos padres como sendo parecida com uma "missa satânica". Disse também que os católicos que fazem parte de organizações criminosas que se excomunguem, e terminou sua fala direcionada a seus próprios cardeais para não se considerarem como se fossem "príncipes". #cardeal #Papa Francisco