A morte foi o último recurso para um jovem pastor do Zimbabwe, na África, conseguir lidar com a dor causada pelo rompimento com a namorada.

Richard Nhika, de 38 anos, resolveu cometer suicídio e tomou veneno. Ele que é pastor em sua terra natal - a cidade de Westgate -, gravou os momentos finais em um vídeo, por meio de um celular.

No material audiovisual, Nhika afirma que sempre amará a namorada, chamada Nomatter. Lembra que seu amor o fez sempre tratá-la bem, sem insultos ou ofensas. E disse que resolveu tirar a própria vida diante de uma árvore para que que todos possam ver e entender a profundidade de seu sofrimento.

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O suicida, além de pastor, é músico evangélico. Informações da imprensa local dão conta de que ele havia brigado recentemente com a amada.

Nas imagens ele mostra o frasco de comprimidos e afirma: “como você pode ver, é veneno mesmo”. Depois desta e de outras palavras, ele vira o frasco na boca e ingere vários comprimidos diante da câmera.

O caso repercutiu no país e fora dele. Segundo informações divulgadas pela mídia local, o pastor chegou a ser encontrado ainda com vida, socorrido e levado às pressas para um hospital próximo.

Na unidade (Hospital Parirenyatwa de Harare) os médicos tentaram fazer uma lavagem estomacal, mas a maior parte do veneno já tinha sido absorvido pelo organismo. Depois de um dia internado, Nhika morreu, como era seu objetivo.

Parentes do suicida estiveram acompanhando o jovem e se disseram muito chocados com o fato, nunca antes imaginado na família, especialmente pelos vínculos do rapaz com a religião e com a espiritualidade.

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Pauline Busu e Nyasha se disseram surpresos com o fato do pastor ter uma namorada. O relacionamento era uma novidade para eles. Agora tanto os parentes como a polícia estão procurando a moça para obter mais dados e entender o que levou ao suicídio.

A #Tragédia sem explicação racional acabou sendo atribuída pelos familiares como algum tipo de surto espiritual. Em entrevista à imprensa, a família considerou que essa é a razão mais plausível, visto que em condições normais Nhika jamais teria chegado a este extremo.