Autoridades do governo no #Peru ordenaram a apreensão de mais de R$ 190 milhões em ativos do conglomerado de construção #Odebrecht e de outras sete #empresas brasileiras que operam no país, de acordo com o site peruano Ojo Público. O jornal investigativo informou que as oito empresas estão envolvidas no escândalo de corrupção Lava Jato.

Os bens confiscados incluem dinheiro em contas bancárias, bens imobiliários e veículos dessas empresas no país. De acordo com o jornal espanhol El País, entre as empresas afetadas estão também a Queiroz Galvão e OEA.

No final do ano passado, executivos da Odebrecht admitiram a funcionários norte-americanos que a empresa distribuiu mais de US$ 29 milhões (R$ 89,55 milhões) em subornos a autoridades no Peru entre 2005 e 2014 para benefícios em obras de infraestrutura no país latino-americano.

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Em janeiro, a Odebrecht assinou um acordo com o Ministério Público peruano para devolver mais de US$ 8,9 milhões de ganhos ilícitos. Poucos dias depois, funcionários peruanos cancelaram um projeto de gasoduto de US$ 7 bilhões liderado pela construtora brasileira, fechando todas as operações da Odebrecht no país e ordenando a saída da empresa.

De acordo com outro jornal peruano, El Comercio, a Odebrecht iniciou suas operações no Peru em 1979 e controla 27 empresas do país - oito filiais e 19 de origem peruana. A Organização Odebrecht é um conglomerado brasileiro composto por empresas diversificadas nas áreas de engenharia, construção, produtos químicos e petroquímicos .

A empresa foi fundada em 1944 em Salvador da Bahia por Norberto Odebrecht e está presente na América do Sul, América Central, América do Norte, Caribe, África, Europa e Oriente Médio.

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Sua empresa líder é Norberto Odebrecht Construtora .

Dois ex-presidentes peruanos, Alan García e Ollanta Humala, testemunharam na semana passada sobre irregularidades em obras de infraestrutura durante seus mandatos. Ao terceiro ex-presidente, Alejandro Toledo, foi enviado um mandado de prisão, mas está fora do país.

Humala negou qualquer irregularidade na concessão peruana do gasoduto do Sul. "Eu não pertenço ao clube dos presidentes fugitivos ou àqueles que vão morar no exterior", disse Humala à imprensa peruana na semana passada, referindo-se a Toledo. "Não me coloque no meio da gangue de ex-presidentes", afirmou.