Na quarta-feira, 22 de fevereiro, Donald Trump anulou uma regulamentação protetiva implementada pelo governo Obama que garantia o tratamento adequado e dava a pessoas #Transgênero o direito de usar os banheiros de acordo com suas respectivas identidades de gênero, um esforço empreendido pela administração anterior para proteger esses indivíduos nas escolas, universidades e ambientes de trabalho.

Em maio de 2016, os departamentos da Justiça e da Educação emitiram uma carta destinada aos distritos escolares em que deixava claro que a lei contra discriminação sexual no contexto educacional deveria incluir também pessoas transgênero.

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Segundo a interpretação governamental, o estudante transgênero precisa ser tratado de acordo com sua identidade de gênero, da mesma forma que os demais alunos.

A regulamentação não conferia às pessoas trans apenas o direito a usar o banheiro que lhes fosse mais adequado, mas também tratava do acesso a vestiários e da participação em times esportivos, além de enumerar diversas atitudes que poderiam ser tomadas para impedir a discriminação e garantir os direitos civis dos indivíduos.

Agora, Trump rescindiu as orientações da carta, conferindo maior liberdade para que cada estado decida sobre como se posicionar em relação à questão e como prefere tratar o aluno transgênero. Essa flexibilização na interpretação da lei pode ter consequências graves para pessoas trans caso vivam em um estado cuja administração não esteja disposta a garantir seus direitos civis e adote políticas conservadoras.

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Uma vez que jovens transgênero estão sujeitos a um cotidiano de exclusão e violência, a falta de uma regulamentação a nível federal para garantir que tenham o mínimo de respeito dentro das instituições escolares pode significar uma abertura para o bullying, o assédio, a perseguição e a discriminação - tanto por parte dos colegas como por parte das próprias escolas -, sem que possam recorrer a uma proteção legal.

A decisão de Trump é contrária à promessa feita por ele, enquanto candidato à presidência, de proteger cidadãos LGBTQ da violência e da opressão. Segundo declarou, a retirada das orientações se deu porque a administração quer avaliar melhor o que ela envolve, alegando que aquela era uma medida arbitrária e apressada. Desde o cancelamento da medida, milhares de pessoas têm se reunido diariamente para protestar contra o presidente.

Na quinta-feira, dia 23, cerca de 3 mil manifestantes se reuniram no monumento a Stonewall, em Greenwich Village, Nova York, marco da história LGBTQ norte-americana e companhias importantes como Google, Apple e Salesforce se colocaram contra o ato de Trump. #Transfobia #Donald Trump