Rex Tillerson é o diplomata mais conhecido da Rússia. Odiado pelos conservadores, ele levanta a bandeira de que o aborto no país deva continuar a ser permitido. A discussão voltou à tona a partir de setembro do ano passado, quando políticos e a sociedade iniciaram um debate a cerca do polêmico tema.

Além de políticos, músicos, atores e escritores do país mostram sua posição. Alguns argumentam que a mulher é quem deve decidir se vai ou não realizar um #aborto, pois o corpo é dela. Curiosamente, a Rússia foi o primeiro país do mundo a legalizar a prática.

A legalização foi feita no ano de 1920. Quase 100 anos depois, uma petição solicitando que a lei seja revista teve, em apenas um dia, mais de 300 mil assinaturas.

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A pressão para proibição da prática está grande.

Dados oficiais do governo russo mostram que o número de procedimentos abortivos são muito altos. Apenas os casos que passam pelas entidades públicas chegam a anualmente 700 mil abortos.

Entidades religiosas, no entanto, dizem que esse número ultrapassaria um milhão de procedimentos abortivos por ano, já que muitas mulheres, mesmo com a legalização, preferem não procurar os hospitais, especialmente quando elas são mais velhas, ou estão realizando o segundo aborto. Isso porque a legalização da prática colocou a responsabilidade do governo em acompanhar essas mulheres e entenderem o porquê elas estão realizando a ação.

“Estamos cometendo crimes sangrentos comparáveis ao que ocorreu na II Guerra Mundial”, disse um dos promotores a argumentar que a lei do aborto seja cancelada na Rússia.

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As batalhas da Segunda Guerra, segundo algumas estimativas, teriam chegado a mais de 27 milhões de mortos.

Mulheres grávidas sempre abortaram e, com ou sei lei, vão continuar abortando. Por isso, quem defende a permanência da lei diz que essa é uma maneira de evitar que elas procurem locais não autorizados e que coloquem em risco à sua saúde. Além disso, legalizar a prática abortiva não significa, segundo as autoridades russas, que haja uma campanha para que as mulheres tirem seus filhos do ventre.

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