Uma jovem dinamarquesa identificada como Joana Palani, de 23 anos, resolveu largar seus estudos na área de Políticas e Filosofia, há três anos, quando decidiu se aliar as forças curdas na Síria para lutar contra os terroristas do #Estado Islâmico. Após receber treinamento como sniper, a jovem já abateu centenas de jihadistas islâmicos.

Ela vive escondida no interior da Dinamarca. O Estado Islâmico já ofereceu uma recompensa o equivalente a U$ 1 milhão por sua cabeça. Além disso, ela poderá será condenada a dois anos de prisão por ter descumprido uma determinação do governo dinamarquês, que proíbe os jovens de origem dinamarquesa deixarem o país para lutar contra os radicais islâmicos.

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Em entrevista para o jornal Daily Mail, a estudante contou que resolveu deixar sua carreira para trás para a se aliar as unidades peshmerga que combatem o Estado Islâmico na Síria.

De acordo com a entrevista, a mulher admite ter violado as leis antiterrorismo da Dinamarca no ano passado. Ela conta que não teve escolha. "Eu sou uma sniper. Gosto de usar meu cérebro para me destacar nas missões", concluiu Joana. A jovem foi proibida de sair da Dinamarca em setembro de 2015, mas, após desobedecer a determinação, resolveu se aliar as tropas curdas novamente.

Em outubro de 2016, quando retornou da Síria misturada em meio a um grupo de refugiados sírios, Joana foi detida por violar a determinação. Na ocasião, ela permaneceu presa por 21 dias antes de ser solta em dezembro de 2016.

A respeito de suas habilidades militares com rifle de origem russa, a jovem afirma que sua paciência é a base tudo.

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Sua arma preferida é o rifle SVD Dragunov. Como atiradora de elite, ela disse que já ficou na linha de frente por diversas vezes, aparentemente para defender os refugiados que tentavam escapar das zonas de conflito e proteger militantes curdos que tentavam avançar em direção aos territórios controlados pelo Estado Islâmico.

Ela conta que, certa vez, teria sido baleada juntamente com um companheiro que acabou morto pelo estado islâmico. Em entrevista a revista Vice, a jovem afirma estar relutante em ter que voltar a estudar. Ela se considera uma curdo-europeia, e boa parte de suas crenças são de origem europeia. Ela contou que daria sua vida pela Europa, pela democracia e pelo direito das mulheres.

Ela ainda conta que se sente traída por pessoas as quais estava disposta a se sacrificar. #guerra na síria #guerra ao terror