No final dos anos 90, um furacão de sensualidade chamado Tiazinha pegou o Brasil de surpresa. A personagem, que atuava como assistente de palco do apresentador Luciano Huck, na Bandeirantes, acabou por se sobrepor a sua intérprete, #Suzana Alves. Ela não tem aparecido na mídia tanto quanto costumava, o que deve despertar a curiosidade de alguns fãs sobre o que aconteceu.

Em primeiro lugar, respondendo à pergunta implícita dos curiosos, se as fotos ocasionalmente divulgadas pela imprensa são confiáveis, ela, que tem hoje 38 anos de idade, continua belíssima. Suzana também colaborou para a resposta. No começo do ano, compartilhou com os seguidores no Instagram imagens de um ensaio fotográfico que fez - seu primeiro trabalho artístico desde que o filho nasceu.

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Filho, sim. O menino chama-se Benjamin e é fruto do casamento de Suzana com o ex-tenista e hoje comentarista esportivo, Flávio Saretta. Os dois casaram-se em 2010.

Quanto ao papel que a projetou para a fama, há ambivalência. Por um lado, como disse em entrevista ao humorista Fábio Porchat, tornou-a o maior símbolo sexual do Brasil na época, posição para a qual, admitiu, não estava minimamente preparada. Por outro lado, diz que transtornou sua vida, pois não podia sair com as amigas para um barzinho, ou mesmo passar pela rua de sua casa (na verdade, acabou mudando-se por isso) sem ser reconhecida e intensamente observada. A exposição impedia-a também de terminar o curso universitário que começara.

Além disso, o personagem acabou tornando-se maior do que a atriz, o que a incomodava. A uma pergunta de Porchat, respondeu que teria ficado chateada se ele a tivesse apresentado aos telespectadores no começo do programa como #Tiazinha.

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Esse rótulo pode acabar por tomar o espaço da pessoa Suzana e também prejudicar a carreira dela - marcando-a como atriz de um papel só.

Suzana confessou que, por sua juventude na época, a magnitude do fenômeno no qual se envolveu, e suas dúvidas sobre onde acabava a personagem e começava ela, mesma, foi feliz por um ano interpretando a mascarada, se tanto. Recentemente, confessou à revista Circuito que "ser" uma personagem machucou-a muito e que ela pensava em suicídio. Disse à publicação que acha que teria se matado ou afundado nas drogas, caso tivesse continuado a encarnar o papel.

Tiazinha, ou melhor, Suzana Alves, hoje é formada em jornalismo e tem um estúdio de pilates. Já perdeu 22 quilos desde o fim da gravidez (tem 60 quilos) e diz que ser mãe dá mais trabalho do que as pessoas costumam reconhecer. Foi capa da segunda edição da Playboy mais vendida de todos os tempos - depois de ter recusado três propostas da publicação. Tentou uma carreira musical, mas não emplacou.

Suzana teve um programa infantil em que sua famosa personagem fazia o papel de super-heroína e participou de produções como a série Mandrake, da HBO, e a novela Amigas e Rivais, do SBT.

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Ela continua participando de peças e filmes. Quer continuar atuando (pagou cursos de atuação com o dinheiro que a fama lhe trouxe), mas não pretende nunca mais "ser escrava da TV e da mídia", pois não deseja perder tudo o que conquistou.

A atriz ficou brava quando o cantor Daniel falou do romance que mantiveram anos atrás, mas desistiu de processá-lo. Ela está felicíssima com o marido e o rebento. Enfim, Suzana Alves, que durante algum tempo foi engolida por uma personagem, encontrou o papel de sua vida - e, surpresa, não é a Tiazinha.