O #Tribunal veio fazer uma nova declaração sobre o caso do desaparecimento de #Maddie #McCann. Na decisão, o juiz falou que apesar de o arquivamento do caso criminal, em 2008, não significa que que os pais da menina estejam inocentes. No fundo, o tribunal falou que eles só deixaram de ser arguidos nesse processo, por falta de provas e não por serem mesmo inocentes. Os McCann estão passando por um mau bocado, por causa das decisões de tribunal, isso depois de eles terem perdido um novo processo, em que eles estavam contra o detetive português Gonçalo Amaral.

"Não podemos dizer que eles estejam inocentes, mesmo depois do caso ficar arquivado", ficou escrito na decisão do tribunal, sobre o caso que dava Kate e Gerry McCann como suspeitos formais, no desaparecimento da criança.

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Embora os juízes dissessem que seria errado tirar conclusões sobre a culpa ou a inocência do casal, eles notaram que o caso não foi arquivado porque os promotores acreditavam que Kate e Gerry eram inocentes, mas sim devido a uma falta de evidências.

Eles escreveram: "Essa decisão não foi tomada em virtude do Ministério Público de Portugal ter adquirido a convicção de que os recorrentes não tinham cometido um crime. O arquivamento do caso foi determinado pelo fato de que os promotores públicos não haviam conseguido obter provas suficientes da prática do crime".

O tribunal concluiu que o arquivamento do caso não deve ser visto como prova de que os McCann não são culpados, afirmando: "Portanto, não parece aceitável que a decisão, baseada na insuficiência de provas, devesse ser equiparada à prova de inocência.

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O documento emitido nesta quarta-feira, dia 8 de fevereiro, significa que a suspeita ainda paira sobre os McCann, que sempre reivindicaram sua inocência.

Tudo isso vem no seguimento da vitória na justiça de Gonçalo Amaral, o detetive português que escreveu, em livro, que os McCann teriam feito desaparecer o corpo da filhinha, após a sua morte, na casa de férias, no Algarve, em Portugal. Os McCann processaram o homem e exigiam 500 mil euros de indenização, o que a justiça negou, defendendo a liberdade de expressão de Amaral, que escreveu "dentro de limites admissíveis em uma sociedade democrática e aberta".

Maddie McCann está desaparecida desde maio de 2007.