Com o complexo militar criado pelos Estados Unidos há uma década, durante a Guerra Contra o Terror, os aspectos do novo modelo também sofreram modificações. O novo complexo sistematizou, legalizou, normalizou-se e foi aceito como novo paradigma. Porém, nunca foi debatido o quão foi bom ou não o processo, o que levou à uma indústria de empresas militares.

O setor atualmente está intimamente ligado ao apoio aos serviços militares dos Estados Unidos, que teriam se reconstruído do zero, se não fosse este apoio. Esta consideração sobre o futuro das empresas militares é uma conclusão ainda perdida, porém a complexidade e especialização do modelo de sistemas de armas, limitação das tropas autoimpostas e dos países de acolhimento das batalhas exigirão uma dependência maior das tropas contratadas.

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Este serviço foi desenvolvido devido à escassez de tropas disponíveis e habilidades e capacidades técnicas em relação à demanda de serviços nos conflitos. Esta infraestrutura, em curto prazo, foi criada em resposta a estes imperativos, que acarretou em implicações de segurança nacional.

Olhando por outro lado, essas empresas estão se tornando cada vez mais poderosas, pois gozam de tanta impunidade que podem ameaçar intimidar seu próprio contratante, segundo Mike Lofgren, em seu livro The Deep State: The Fall of the Constitution and the Rise of a Shadow Government. Segundo Logfren, não á nada que o Estado não contrate que as corporações não forneçam doações para figuras políticas.

Segundo David Isenberg, um relatório recente do Centro para uma Nova Segurança Americana (Center for a New American Security) observa que hoje emprega-se 1,4 milhão de militares e 770 mil funcionários civis.

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Dado o custo de efetividade presumida em usar contratados, às vezes são usados para satisfazer pressão #Política para limitar o número de civis federais, segundo Robert Hale.

Ninguém sabe o que presidente Donald Trump sente sobre o setor de empresas privados militares, as conhecidas PMCs, porém os presságios são positivos. Se visto como a indústria, reagiu com aplausos com o contrato de #Trump para ter suas próprias equipes de segurança privada e inteligência para trabalhar no serviço secreto durante a campanha.

Trump pode rejeitar a ideia, mas se os EUA quiserem se manter presentes geopoliticamente na região, terão de se envolver na reconstrução da Síria, o que seria uma bonança para o setor privado.

Mais interessante seria o Trump, por ter feito a luta contra o terrorismo o seu triunfo, possuir uma alternativa para usar contratados e derrotar o Estado Islâmico. Ainda assim, alguma estratégia para derrotar a Al-Qaeda e outros grupos insurgentes, significa que pode se apoiar fortemente em conselheiros, como Michael Flynn, do Conselho de Segurança Nacional, e o chefe o Pentágono, James Mattis.

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Como relatado pela Blomberg, Flynn tem relações extensas com diversos empresas militares privadas através de sua empresa de consultoria, Flynn Intel Group, que nos meses de campanha competiu por contratos federais para fornecer bases militares no exterior, voar com diplomatas dentro e fora de zonas de conflito e fornecer segurança cibernética e tecnologia para agências de defesa e inteligência.

Segundo o Daily Beast, Trump contratou 11 firmas de segurança, guardas de segurança privada para acompanhá-lo pelo país durante a campanha. Estas companhias são formadas por ex-militares de alta patente.

Segurança pode ser necessária, mas mostra aparência de legitimidade aqueles envolvidos. Devemos esperar os próximos passos de Trump em relação aos assuntos de segurança internacional para ter certeza sobre a utilização de empresas privadas. #Mundo