O presidente dos Estados Unidos, Donald #Trump, indicou, nesta quinta-feira (16), o advogado republicano Alex Acosta como seu novo candidato a liderar o Departamento do Trabalho do país. O magnata da rede de alimentos, Andy Puzder, retirou sua candidatura.

Tal fato representou uma mudança significativa ante às pressões dos trabalhadores e da opinião pública, pois o governo Trump tinha indicado, conforme noticiado, o empresário Andrew Puzder, diretor da empresa de franquias Hardee's y Carl's Jr. Centenas de trabalhadores da referida rede de fast food fizeram uma manifestação em frente ao escritório de Puzder para exigir que este retirasse sua candidatura ao cargo.

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O movimento "Fight for $15" liderou as manifestações.

Puzder é acusado de assédio sexual em seus restaurantes, segundo relatou a ex-funcionária, Maggie Guerrero, militantes do "Fight for $15". Ela foi chefe da sucursal da Carl's Jr., em Los Angeles. Ele é acusado, também, pelo não pagamento de salários, tem dívida de US$ 150 mil em dívidas com os trabalhadores e mais de US$ 80 mil em multas a serem pagos; é acusado de ter cometidos mais de 30 violações às normas de segurança e saúde públicas. Todas essas acusações estão sendo investigadas pelo Departamento do Trabalho dos #EUA.

O novo indicad, Alex Acosta, tem experiência na área trabalhista. Ele integrou, por oito meses, o Conselho Nacional de Relações Trabalhistas durante o governo George W.Bush. Pela primeira vez, concorreu às eleições para ao cargo de chefe da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça durante o governo Bush.

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Melhorou a indicação?

Embora seja significativa a mudança, mas ainda existem dúvidas quanto à qualidade do novo indicado, o advogado Alex Acosta. A agência de notícias norte-americana Democracy Now! procurou Alan Pyke, editor do meio de comunicação ThinkProgress. Pyke sustentou que o novo candidato de Trump "também esconde coisas". Acosta tem chamado atenção dos analistas por seu trabalho como diretor da Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça durante o governo George W.Bush.

Acosta, na referida Divisão, supervisionou um funcionário de alto nível que contratou advogados conservadores muito contrários aos objetivos da Divisão, como por exemplo, a ação dos que violam o direito ao voto e o abuso policial.

Em 2004, Acosta teve um papel de destaque na reta final da vitoriosa campanha de Bush no estado de Ohio. O advogado respaldou as ações dos funcionários (republicanos) que atuavam no acolhimento de votos e que foram acusados de impedir a participação de eleitores da comunidade negra e latina. #Mundo