"Eu vou me livrar e destruir totalmente a Emenda Johnson e permitir que nossos representantes de fé falem livremente e sem medo de retaliação", disse #Trump durante seu discurso no “National Prayer Breakfast”, evento de alto nível que reúne diversos líderes religiosos.

Trump fez uma promessa semelhante em sua campanha de candidatura, porém, ainda não detalhou como planeja descartar a lei ou quão rápido vai proceder em cumprir com suas palavras.

A revogação da lei exige a aprovação do Congresso. Certas organizações isentas de impostos - neste caso, as igrejas - não têm permissão para endossar abertamente ou fazer campanha para candidatos políticos.

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Se assim fizerem, sob a lei existente, correm o risco de perder os benefícios de seu status de isenção fiscal.

Os conservadores religiosos, cujo apoio esmagador impulsionou Trump para a Casa Branca, têm o observado de perto para que ele possa cumprir as promessas de proteção para os questões religiosas, como o casamento gay, o aborto, entre outras. Uma vitória potencialmente enorme para a direita religiosa.

Kelly Shackelford, chefe do First Liberty Institute, um grupo jurídico sem fins lucrativos especializado em casos de liberdade religiosa, disse que nenhum outro candidato presidencial foi "mais franco no seu compromisso com a liberdade religiosa" do que Trump.

O presidente não fez nenhuma menção no evento a outras medidas que ele possa tomar sobre essas questões, dizendo apenas que a liberdade religiosa é um "direito sagrado." Aproveitou para agradecer ao povo americano pelas orações em seus primeiros dias no cargo.

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Ainda acrescentou uma aparente referência ao ISIS, grupo terrorista e extremista religioso: "Vimos uma violência inimaginável realizada em nome da religião, atos de matança indiscriminada contra minorias religiosas, o terrorismo é uma ameaça fundamental à liberdade religiosa".

Embora os comentários do presidente fossem recebidos calorosamente por grupos religiosos, quanto ao grupo #LGBT, afirma que aguarda ansioso e atento por notícias dos possíveis passos que presidente possa dar para restringir sua liberdade e direitos.

"Achamos que é perfeitamente possível que exista uma ordem que crie isenções religiosas que afete nossa causa", disse James Esseks, diretor de projeto LGBT da American Civil Liberties Union. Ele acrescentou que a "narrativa" de Trump que não prejudicaria a comunidade LGBT é quase uma enorme farsa.

Durante uma segunda-feira de notícias, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, não ofereceu detalhes se Trump poderia ainda emitir uma ordem afetando a comunidade LGBT. "Há muitas ordens executivas, muitas coisas sobre as quais o presidente falou e continuará a cumprir, mas não temos nada nessa frente agora", disse Spicer.

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Trump concluiu: "Nossa república foi formada com base no fato de que a liberdade não é um dom do governo, mas que a liberdade é um dom de Deus. Todos nós estamos unidos por nossa fé, nosso criador, somos todos iguais aos Seus olhos, não somos apenas carne, osso e sangue, somos seres humanos com almas ".

Até o momento, ambos os lados estão especulando e acompanhando atenciosamente os planos de governo de Donald Trump. #EUA