O presidente americano, #Donald Trump, passou o final de semana no estado da Flórida, longe da Casa Branca e mais uma vez fazendo ataques a um juiz federal.

Desta vez, sua ira foi dirigida ao juiz norte-americano James Robart, que, na semana passada, barrou a ordem executiva de Trump, que impedia que cidadãos de sete países, de maioria muçulmana, entrassem nos Estados Unidos por um período de 90 dias, todos os refugiados por 120 dias e prazo indeterminado para refugiados de origem Síria.

Trump ataca mais um juiz federal

“Não posso acreditar que um juiz colocaria nosso país em tal perigo. Se alguma coisa acontecer, culpem ele e o sistema judicial.

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Pessoas entrando. Péssimo.”, escreveu Trump, não apenas atacando a decisão, mas também fazendo referência ao juiz que ainda pode tomar outras medidas no assunto.

Isso veio depois de um tweet do último sábado, onde Trump chama o juiz de “suposto juiz”:

“A opinião deste suposto juiz, que essencialmente leva a aplicação da lei longe de nosso país, é ridícula e será anulada!”.

“Onde vamos parar quando um juiz pode deter o veto que visa a Segurança Interna e agora qualquer pessoa, mesmo com más intenções, pode entrar nos #EUA?”.

Pessoas próximas à Casa Branca afirmam que os ataques de Trump ao juíz serão um problema – particularmente enquanto sua administração guia a nomeação de Neil Gorsuch à Suprema Corte.

“Ninguém estava feliz que o presidente atacou um juiz”, disse um oficial.

E o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse em uma entrevista que atacar um juiz não é a melhor coisa a se fazer.

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“Eu acho que é melhor não ficar criticando os juízes. Todos ficamos decepcionados de vez em quando”, disse no domingo, antes do último tweet de Trump.

Apesar desse sentimento, Trump fez novamente no domingo, tweetando que Robart merece culpa por colocar os Estados Unidos "em perigo".

Ele acrescentou: "Eu tenho instruído a Segurança Interna para verificar as pessoas que entram em nosso país com muita atenção. Os tribunais estão fazendo o trabalho muito difícil!"

O incidente lembra os ataques de Trump em sua campanha sobre o juiz Gonzalo Curiel, um juiz de origem indiana com ascendência mexicana, que Trump acusou de fazer decisões na ação coletiva da Universidade Trump por ser "mexicano".