Faz uma semana que Donald Trump proibiu pessoas de 7 nacionalidades de entrarem nos Estados Unidos da América. Seu argumento consiste em realizar um controle migratório de pessoas de países com maioria muçulmana, pois a religião seria perigosa para os americanos. Entretanto, o real motivo de sua proibição chocou pessoas de diversas partes do mundo.

#Donald Trump não estaria preocupado com o perigo do #Terrorismo ao generalizar o islamismo, como sinônimo de extremismo em território americano. O presidente decidiu ‘punir’ apenas os países que não possuem alianças com os EUA ou com seus negócios pessoais. As monarquias do Golfo, como a Arábia Saudita e Egito, dois países muçulmanos que são considerados ‘berços’ de terroristas, continuam com passe livre nos Estados Unidos.

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O professor de geopolítica do Oriente Médio, Mathieu Guidere, disse que Trump incluiu na lista de países perigosos, apenas os que não possuem estrutura para informar dados de seus cidadãos, diferentemente dos que possuem acordos e alianças com os EUA.

Para Trump, o que estaria em jogo seria o poder e não a proibição do islamismo. Nos Estados Unidos, assim como em todos os países do Ocidente, existem mesquitas e inúmeros adeptos ao islamismo. Da mesma forma, o Daesh, principal grupo terrorista, depois da Al-Qaeda, tem recrutado combatentes em todo o mundo, sendo possível transformar um cidadão comum em um ‘lobo solitário’ de seu próprio país de origem. Os lobos ficam à disposição no caso de algum atentado, pois são livres de qualquer suspeita.

Interesses pessoais de Donald Trump

Antes de ser o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump sempre foi um grande bilionário com uma vida pregressa polêmica e repleta de extravagâncias.

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Os seus negócios são muito bem sucedidos não só nos Estados Unidos, mas também na Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes e Egito, o que justifica o fato de cidadãos desses quatro países não serem punidos com o seu decreto contra imigrantes. Dos quatro aliados dos negócios de Trump, apenas a Turquia é um país laico, onde não existe uma religião oficial determinada pelo poder político.

O decreto de Trump foi suspenso por um juiz, em todo o país, na noite de sexta-feira, 3, e os vistos cancelados foram reativados.

A melhor forma de convencer seus apoiadores

Trump não se preocupa com a impopularidade junto aos cidadãos, pois quando o presidente é eleito nos EUA, são os políticos do seu partido que ocupam, automaticamente, a maior parte das cadeiras no Congresso. Sendo assim, seu impeachment, ainda que cogitado pela oposição e por americanos, é algo tão remoto, quanto a independência da Califórnia.

Para manter seus aliados e militantes tranquilos, Trump informa que suas políticas são em cumprimento das promessas feitas em campanha e que visa acabar com o terrorismo na América, impedindo que muçulmanos entrem no país, quando na verdade, seus maiores aliados no sentido político e empresarial, são muçulmanos.

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Razão de sua impopularidade

Donald possui uma impopularidade tão grande pelo seguinte motivo (além de seu comportamento): O voto nos EUA não é obrigatório e a eleição é definida pelos votos delegados, que são espalhados entre poucas pessoas de cada estado. O voto popular é computado, mas não serve para eleger o presidente. Bush perdeu no voto popular, mas foi o presidente dos Estados Unidos, pois possuía muitos aliados nos estados. O mesmo aconteceu com Trump, que perdeu no voto popular para Hillary, mas obteve a maior parte dos votos delegados.

Como muita gente não votou e os que votaram preferiram Hillary, os gritos em protesto contra Donald só aumentam a cada ação de seu governo, principalmente contra grupos específicos, como imigrantes, muçulmanos e homossexuais. #intolerância