Mais uma tragédia humanitária na região de conflito do Iêmen, chamado por muitos de a “guerra esquecida”.

Ainda não há dados fechados, mas a imprensa internacional noticia que pelo menos 31 refugiados somalis foram assassinados quanto tentavam chegar ao Sudão, na noite desta quinta-feira (16).

As mortes ocorreram depois que um helicóptero disparou contra a embarcação de refugiados no momento em que passava pela região de Hodeidah, no Iêmen.

Dados da guarda costeira do país apontam que os refugiados estavam munidos de documentos oficiais do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR), que lhes dão status de refugiados.

Eles saíram da província de Áden em um grupo com 140 pessoas que fugiam dos combates no Iêmen.

Conforme relatou o marinheiro que conduzia o barco, 80 pessoas sobreviveram e foram resgatadas após o ataque por barcos de pescadores. Dezenas ficaram feridas. As autoridades locais ainda não divulgaram a autoria dos assassinatos.

A região de Hodeidah é bastante perigosa, pois fica em uma rota do no Mar Vermelho controlada por rebeldes Houthi. Há três anos o grupo invadiu a capital Sanaa e forçou o presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi a fugir para o exílio. Desde então eles controlam a região de forma violenta.

Poucas notícias são dadas sobre a região, que já chegou a ser chamada como a área onde ocorre uma guerra esquecida. Um ano após a invasão, uma coalização foi criada para combater os Houthi e tentar resgatar o território tomado. As incursões são feitas por tropas leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh. Eles disparam inclusive mísseis nas proximidades da Arábia Saudit.

No fundo, o conflito tem raízes econômicas, já que o estreito de Bab al-Mandeb é um caminho marítimo estratégico, por onde passam aproximadamente 4 milhões barris de petróleo por dia, rumo à países da Europa, Ásia e também para os Estados Unidos.

A agência de notícias Saba, comandada pelos rebeldes, denunciou que o ataque foi feito pelos homens de Abd Rabbuh Mansur al-Hadi. Mas não há confirmação oficial.

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