Em fevereiro de 2017, um alto oficial de defesa cibernética russa, declarou em uma conferência na cidade de Moscou que a Rússia estava trabalhando em novas estratégias para o campo de atuação, comparando sua importância em relação ao teste nuclear e permitindo, assim, igualarem-se aos americanos.

Andrey Krutskikh, assessor sênior do Kremlin, fez comentários surpreendentes e importantes porque explicam a doutrina estratégica radical e subjaz à pirataria, tal qual a tentativa de manipulação soviética da campanha presidencial dos EUA em 2016, bem como a subversão #Política russa na Europa.

De acordo com Ignatius, Krutskikh disse em público: "você acha que estamos vivendo em 2016.

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Não, estamos vivendo em 1948. E você sabe por quê? Porque em 1949, a União Soviética teve seu primeiro teste de bomba atômica. E se, até aquele momento, a União Soviética estava tentando chegar a um acordo com [o presidente Harry] Truman para proibir as armas nucleares, e os americanos não nos levavam a sério, em 1949 tudo mudou e eles começaram a falar conosco em pé de igualdade.”

O conselheiro cibernético de Putin chamou atenção para a audiência de Moscou sobre a importância para a Rússia em ter uma mão forte neste novo domínio. Se a Rússia é fraca, explicou, "deve comportar-se hipocritamente e procurar compromissos. Mas uma vez que se torne forte, ditará aos parceiros ocidentais [os Estados Unidos e seus aliados] da posição de poder ".

Segundo Ignatius, os comentários de Krutskikh podem ter sido um precursor de uma nova doutrina para as operações de informação anunciada publicamente pelo Kremlin em dezembro.

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O alto funcionário do governo descreveu a estratégia russa: "eles pensam que o espaço da informação é um domínio da guerra. Nos Estados Unidos, tendemos a ter uma visão binária do conflito - estamos em paz ou em guerra. A doutrina russa é mais um contínuo. Você pode estar em níveis diferentes de conflito, em uma escala móvel."

Na visão russa, a América nega estar agressivamente invadindo o espaço da informação. Segundo o oficial norte americano, o que os russos veem como comportamento ameaçador, os americanos veem como liberdade de expressão. Segundo os EUA, os russos trabalham para aumentar suas capacidades no ciberespaço, percebendo que podem utilizar este para objetivos extremistas. Conforme afirma assim um oficial sênior norte-americano, ainda referindo-se aos hackers russos agindo durante a campanha presidencial dos EUA em 2016.

Krutskikh e outros especialistas em cibernética russos não se abalam e nem são dissuadidos por avisos ou sanções públicas. O assessor foi citado pela Agência de Informação Russa em dezembro, descrevendo sanções americanas anunciadas como “agonia da elite governante”, refletindo frustração contra Obama e tentativa de impedimentos a uma “cooperação futura”.

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Estas avaliações de Krutskikh destacam o mundo de uma emergente #guerra cibernética, onde notícias falsas e hackers são ferramentas encobertas em muitas nações. O alto funcionário do governo americano adverte que os russos são “particularmente avançados em tecnologia, organização e doutrina.” #Russia