No final do mês passado foi comemorado o fechamento da feira responsável pela venda de 80 mil animais (mortos ou vivos) para consumo humano. O mercado de Moran ocorre na Correia do Sul, e é responsável por um terço do consumo de carne animal, em todo país.

O mercado começou a ser desmanchado no dia 27 de fevereiro deste ano, onde oficiais e vendedores começaram a retirar as jaulas onde os animais ficam presos antes do abate.

A decisão de fechamento aconteceu no período, por grupo de proteção dos animais, por causa das más condições em que os animais ficavam presos, e maneira cruel em que eram mortos (eletrocutados, enforcados ou espancados).

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O mau cheiro e o barulho também incomodavam constantemente os vizinhos que se queixavam.

Alguns comerciantes resistiram em contribuir com o fechamento, informando que os clientes iam ao mercado em busca de carne fresca de cachorro, afirmando que muitos comerciantes viviam da venda da carne dos animais.

O governo então ofereceu uma indenização para que os vendedores abrissem outro comercio no local. Mas acabou não resolvendo o problema. A Feira continua funcionando, segundo informações da ONG de proteção animal CARE (Coexistence of Animal Rights on Earth).

Os representantes da ONG contaram que o mercado vai parar de matar os animais, mas a venda da carne irá continuar.

No mercado de Morgan os clientes poderiam escolher os animais ainda com vida, e assistiam eles serem assassinados de maneira cruel.

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A Coreia do Sul já faz o consumo de carne de cachorro há muitos anos, eles dizem que o consumo da carne ajuda a aumentar a virilidade masculina, além de combater inúmeras doenças. Existem algumas fazendas que criam os animais somente para consumo humano.

A primeira vez que a Coreia do sul virou alvo de crítica mundial pelo hábito, foi em 2002 quando o país sediou a Copa do Mundo junto com Japão. Agora que foi escolhida para sediar as Olimpíadas de Inverno em 2018, o país voltou a ser alvo de críticas pelo mesmo hábito, alguns ativistas lançaram uma petição online, para boicotar o evento esportivo, caso o país continue a praticar o ato.

De acordo com o governo sul-coreano, tem dado incentivos para que os comerciantes possam abrir outro tipo de negócio e a imagem Morgan não seja mais associada à prática.

#Crime #Casos de polícia