Em telefonema realizado na tarde desta quarta-feira (22) à primeira-ministra britânica, Theresa May, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu "total cooperação e apoio" por parte de seu governo em relação aos esforços de resposta ao atentado que ocorreu horas antes em #londres, nas proximidades do Palácio do Parlamento.

Em nota, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, declarou que o povo americano envia seus pensamentos e orações ao povo do Reino Unido. Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado americano, declarou que os Estados Unidos já estão prontos para ajudar o governo britânico "da forma que as autoridades do Reino Unido acharem melhor", mas que, no momento, a prioridade do governo americano é garantir a segurança de seus cidadãos no exterior.

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O ataque

Pelo menos quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas em ataque ocorrido nas imediações do Parlamento britânico, em Londres. De acordo com um porta-voz da Scotland Yard, entre os mortos estão o suspeito de autoria do ataque, um policial que fazia a segurança do parlamento e uma mulher. Até o momento, a polícia trata do caso como um atentado terrorista.

O incidente ocorreu por volta das 14h40 no horário local (11h40 no horário de Brasília), exatamente no momento em que uma sessão do Parlamento estava prestes a ser iniciada. O suspeito conduzia um automóvel, que foi usado para atropelar as pessoas que transitavam pela Ponte de Westminster.

Após os atropelamentos, o carro colidiu na cerca de proteção do Parlamento. Em seguida, o suspeito saiu do automóvel portando uma arma branca, se dirigindo contra os policiais que faziam a guarda do local.

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Após esfaquear um primeiro policial, os demais policiais reagiram com tiros. Tanto o policial ferido quanto o suspeito morreram.

Um palco conhecido

Além da agressividade do autor, o ataque também chamou a atenção pelo local escolhido para o ser o palco da tragédia. O Palácio de Westminster, o palácio londrino onde está localizado as câmaras do Parlamento britânico, é um dos principais ícones do país, sendo destino de milhares de turistas que anualmente visitam Londres. Entre suas torres, é possível encontrar a popular Torre do Relógio, conhecida popularmente como Big Ben.

Relatos de testemunhas ajudam a dar uma ideia da dimensão da tragédia. "Quando saí da estação de Westminster, estava claro que alguma coisa muito séria tinha acontecido. Eu fui guiado até a ponte (de Westminster) e, olhando para a situação, vi que havia pelo menos oito pessoas no asfalto do lado Oeste. E, então, um carro bateu na parte da ponte, que fica ao Sul", relatou Richard Tice em entrevista à BBC.

"Eu estava andando da Casa Portcullis pelo caminho do jardim do Palácio Velho quando ouvi disparos.

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Levei um momento para perceber que eram de tiros de revólver e, naquela altura, pessoas estavam gritando: 'Se abaixa, vai para trás!'. No fundo, nós sempre temos a noção de que algo terrível pode acontecer. A primeira coisa (que ocorre) é (pensar): são realmente armas de fogo? Será que você não ouviu errado? Mas a reação dos policiais ao redor deixou claro que era uma situação muito séria", disse o ex-secretário de Educação Nicky Morgan. #Terrorismo #Terror