Essa semana foi divulgado um projeto intitulado ‘iniciativa 2045’ que promete encontrar a fórmula para se viver eternamente. O idealizador é um empresário que já investiu bilhões no empreendimento, e acredita piamente que poderá conseguir achar a solução até a dada prevista no próprio nome da ideia. Ele é o russo Dmitry Itskov, e tem apenas 36 anos, mas já pretende viver não só mais do que a população geral, mas para sempre.

Para efetivar a ideia ele juntou um grupo de cientistas que estão trabalhando duro para conseguirem decifrar a mapa das conexões neuronais que dão aos seres humanos suas características. Uma tarefa não muito simples já que o cérebro humano possui mais cem trilhões de conexões nervosas, que mandam informações a todo segundo.

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A hipótese do empresário é a de que se os pesquisadores conseguirem determinar a forma como essas conexões acontecem, essa trama poderia ser empregada em um robô quando ele morresse. Segundo o mesmo, o que levaria à morte seria o envelhecimento das células, que não permitem que o corpo humano viva mais do que o esperado.

No entanto, uma vez que se descobrisse as nuances dos neurônios e a maneira como eles funcionam seria possível transportar esse ‘mapeamento’ a uma espécie de avatar que não teria os dias contados como nós. Com isso seriam colocados nessa nova ‘espécie’ de vida, as características do empresário, tais como sua personalidade, caráter, forma de se comportar, maneira de andar e se vestir, por exemplo.

Dentre os cientistas que fazem parte da equipe estão o espanhol Rafael Just da Universidade de Columbia, em Nova York.

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Ele conseguiu reproduzir as conexões nervosas de uma hidra, um animal bastante primitivo e na cadeia de desenvolvimento o primeiro a apresentar células nervosas. Para isso, ele marcou todas as células nervosas do animal com sinalizadores fluorescentes de modo que conseguiu ver as conexões que aconteciam a medida que o animal vivenciava determinada situação.

A ideia seria transportar esse mapeamento para o cérebro humano, no entanto, a complexidade do órgão no homem é infinitamente maior. Vários cientistas já pesquisaram e ainda procuram a mesma solução para a imortalidade. Alguns já conseguiram reproduzir pensamentos humanos, para que um paraplégico consiga movimentar membros robôs, por exemplo.

Outros já criaram criaturas compostas por uma base de dados bastante complexa que conseguem reproduzir falas e até demonstrar sentimentos humanos de maneira programada. No entanto, ainda estamos longe de conseguir achar a fórmula que rege a complexidade que o cérebro humano. É o que Dmitry acredita que sua pesquisa solucionará.

#Ciência #Mundo #Tecnologia