Através das palavras da chanceler Delcy Rodríguez, o governo venezuelano afirmou, neste sábado (11), que as declarações feitas por #Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores, que substitui José Serra no comando do ministério, são insolentes.

O ministro já havia feito diversas críticas ao governo de Nicolás Maduro, afirmando, inclusive, que o país está sob um claro regime autoritário. No Twitter, a funcionária do alto-escalão do governo rebateu a crítica e tentou revidar afirmando que a "Venezuela rejeita as insolentes declarações do chanceler de fato do Brasil" e que é "repudiável e desprezível que um funcionário da ditadura do Brasil pretenda emitir juízo sobre a vigorosa democracia venezuelana", acrescentou.

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Anteriormente, Rodríguez já havia dito que o Brasil era uma "vergonha mundial" e que todos os políticos estavam envolvidos em escândalos desde o que ela chama de golpe de Estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff. O ministro brasileiro, em resposta, classificou a funcionária como sem importância, pois em seu país o "mais importante são os carcereiros e não um ministro das Relações Exteriores", reiterou após a sua posse na última terça-feira (7).

Aloysio Nunes viajou a Buenos Aires para reuniões sobre acordos bilaterais e o impulsionamento do Mercosul, bloco o qual a Venezuela participa, mas está suspensa. O ministro manifestou que outros países integrantes também expressam preocupação com "a situação humanitária, política de direitos humanos e a falta de perspectiva de solução na Venezuela".

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Em entrevista à Folha de São Paulo, o chanceler afirma que não há consenso sobre a aplicação ou não da cláusula democrática contra o país, que permitiria a sua expulsão do bloco. Segundo ele, tal advertência poderia ser utilizada por Maduro para tentar legitimar o discurso de um assédio do imperialismo contra o país.

Mantendo um discurso diplomático, Aloysio Nunes critica a caça à oposição política e garante que, devido ao afastamento do presidente venezuelano e sua tendência a abandonar o diálogo internacional, irá atuar através dos organismos internacionais. #José Serra #Nicolás Maduro