Mulheres de cerca de 30 países devem aderir à #Greve feminina convocada para o dia 8 de março, quarta-feira, Dia Internacional da Mulher. Na Argentina, a iniciativa é do movimento "Ni Una Menos", que promoveu, em outubro do ano passado, uma grande marcha pelo fim do feminicídio, que parou o país por uma hora, com mulheres vestindo roupas pretas em referência ao luto pelo estupro e assassinato brutal da adolescente Lucía Péres. O protesto se espalhou por diversas cidades de outros países da América Latina, incluindo o Brasil.

Além da inspiração na manifestação de 19 de outubro, que ficou conhecida como "Quarta-feira Negra", as organizadoras mencionam o ato de 3 de outubro na Polônia, em que as mulheres paralisaram suas atividades para protestar contra a lei que restringia o aborto, rejeitada pelo Parlamento após a pressão vinda das ruas.

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Outro evento marcante e pioneiro foi o Dia Livre das Mulheres, na Islândia, em 24 de outubro de 1975, quando cerca de 90% da população feminina islandesa deixou o trabalho para se manifestar nas ruas pela igualdade de direitos.

O foco desta greve está direcionado para a violência, a exploração econômica e do trabalho feminino, bem como a desumanização das mulheres, que são forçadas pela sociedade a manter jornadas múltiplas de trabalho, recebendo proporcionalmente menos que os homens por serviços equivalentes. Grupos em países como Uruguai, Peru, Bolívia, Chile, Brasil, Costa Rica, Equador, Nicarágua, Inglaterra, Austrália, Polônia, Suécia, Estados Unidos, entre muitos outros, também estão se articulando para que a manifestação aconteça e tenham o maior alcance possível.

Uma convocação foi também publicada na página do jornal The Guardian, destinada às "mulheres da América", que, nos Estados Unidos, será voltada contra a administração de Donald Trump, citando a recente Marcha das Mulheres realizada em 21 de janeiro deste ano, em que muitas mulheres carregaram cartazes de solidariedade à comunidade LGBTQ+, a imigrantes e outras minorias que têm sido vítimas de ataques desde a eleição do presidente republicano.

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No vídeo a seguir, Cecilia Pameiro, do Ni Una Menos, explica um pouco mais sobre a greve e suas motivações:

#DiadaMulher #Feminismo