O governo da Somália já enfrenta a sua primeira crise humanitária. Na ocasião, o presidente Mohamed Adbullahi solicitou a ajuda da ONU para que o problema seja minimizado o mais rápido possível. Além da severa #Estiagem que castiga o país, a Somália ainda registra conflitos internos há mais de 20 anos.

De acordo com as últimas informações de uma Agência Norte Americana de Combate à fome, estima-se que cerca de 360 mil pessoas, incluindo crianças, estejam desnutridas, com mais de 70 mil em estado grave.

O primeiro ministro da Somália Hassan Ali Khaire estima que em 48 horas mais de 100 pessoas morreram de fome ou sede no país. Na tarde da última terça-feira (7), as autoridades somalianas classificaram a atual estiagem como um desastre natural. A ONU estima que mais de 5 milhões de pessoas estão necessitando de ajuda na Somália. As autoridades somalis afirmam que o maior número de mortes ocorreu na região sudoeste daquele país.

A ONU afirma que o país está entre os quatro países africanos escolhidos para receber uma indenização avaliada em US$ 4 bilhões, equivalente a R$ 13,7 bilhões. O valor será destinado ao combate da estiagem e da fome. Na ocasião, outros três países, Nigéria, Sudão e Iêmen, também receberam uma ajuda financeira.

Eleito recentemente o presidente somaliano Mohamed Abdullahi Mohamed enfrenta a primeira crise em seu governo. Agora ele depende da ajuda internacional para que o problema seja resolvido o quanto antes. De acordo com as autoridades da área de saúde, a falta de água potável está causando a proliferação de doenças como cólera, entre outras. O governo afirma que o problema está deixando a população vulnerável as infecções. Além disso, a população ainda sofre com as ações de terroristas e violações dos direitos humanos.

O Fundo Monetário das Nações Unidas disponibilizou em torno de US$ 864 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões) como forma de auxiliar na assistência básica de 3,9 milhões de pessoas da África. Entretanto, com a estiagem na Somália foi necessário a adição de mais US$ 26 milhões (cerca de R$ 81,3 milhões) para combater a estiagem no país. #Catástrofe Natural #País Africano