A principal promessa de campanha de #Rodrigo Duterte, a guerra contra as drogas, matou mais de 7000 pessoas, desde que ele foi empossado presidente das Filipinas, em agosto de 2016. Os números foram divulgados pela Polícia Nacional, responsável pelo registro de todos os assassinatos no país.

A contagem dos mortos não deve parar por aí. O presidente tem dado seguidas declarações em defesa da campanha, que é apoiada por boa parte da população. As mortes estão concentradas em bairros pobres das periferias das grandes cidades e foram alvo de críticas de várias ONG's de #Direitos Humanos.

De acordo com os dados divulgados, dois terços dos assassinatos não foram cometidos por policiais, o que significa que as autoridades podem ter perdido o controle sobre a guerra contra as drogas, que pode estar sendo usada como uma licença para as gangues exterminarem seus rivais.

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Varrer as drogas do país para sempre

Durante a campanha à presidência no ano passado, Rodrigo Duterte ressaltou diversas vezes seu compromisso com a guerra contra as drogas. De acordo com ele, 3 milhões de dependentes de drogas no país seriam varridos, a menos que escolhessem o caminho da reabilitação. Desde então, 600 mil usuários se entregaram às autoridades.

Ele também propôs no ano passado o retorno da pena de morte para crimes hediondos, incluindo delitos relacionados ao tráfico de drogas. A iniciativa provocou imediata reação dos dirigentes da Igreja Católica, principal do país colonizado pela Espanha, que condenaram a medida. Na ocasião, Duterte conclamou os filipinos a se juntar a ele "no inferno".

Direitos humanos?

Em seu discurso de posse, o presidente não demonstrou qualquer preocupação com uma possível carnificina no país.

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"Eu não estou nem aí para os direitos humanos, é melhor você acreditar em mim", disse. Logo no primeiro dia de governo, ele deu o pontapé inicial na guerra contra as drogas, dando à policia o direito de matar traficantes, sem qualquer tipo de punição mesmo no caso da morte de inocentes.

Rodrigo Duterte costuma responder seus críticos com desdém, mesmo que o oponente seja o homem mais poderoso do mundo. Quando o presidente Barack Obama, então presidente dos Estados Unidos, questionou a política do país sobre drogas, Duterte o chamou de "filho da p***".

Com a aprovação na "estratosfera" (de acordo com pesquisa do instituto Asia Pulse ele tem 83% de apoio popular), o presidente das Filipinas parece não ter limite para alimentar uma guerra civil que produz cenas chocantes todos os dias. #Genocídio