O velejador alemão Jürgen Kantner, de 70 anos, que foi sequestrado em novembro do ano passado, por um grupo extremista Islâmico, nas Filipinas. Foi supostamente morto nesta segunda-feira (27), o vídeo da suposta morte foi divulgado pelo grupo Islâmico, onde mostra a decapitação do velejador alemão.

O vídeo foi enviado às autoridades nesta segunda-feira, após expirar o prazo dado pelo grupo radical, para pagamento do resgate no valor de US$ 600 mil. Nas imagens mostram o alemão caído em uma mata e um dos radicais com a faca em seu pescoço, o velejador chega a falar “agora eles vão me matar”.

As autoridades ainda não afirmaram se o vídeo realmente se trata de Jürgen Kantner, apenas classificou o vídeo como uma barbárie.

Publicidade
Publicidade

Jürgen Kantner foi atacado junto com sua esposa , quando velejavam pelas águas da província de Tawi-Tawi, na Região Autônoma Muçulmana de Mindanau, no sul das Filipinas. Sua companheira foi morta ainda na embarcação. Seu corpo foi encontrado dentro do barco que estava à deriva por pescadores locais que chamaram a polícia.

As autoridades chegaram à embarcação e encontraram o corpo da mulher, que tinha 59 anos, com marca de perfuração a bala, e ao lado dela uma arma de fogo. Dentro do barco ainda foi encontrada uma gravação onde os extremistas informaram o sequestro do companheiro da vítima, e afirmaram que a mataram, pois ela havia reagido atirando neles.

De acordo com informações da imprensa local, um porta-voz do grupo, Abu Rami entrou em contato com um Jornal local reivindicando a autoria do sequestro e da morte do velejador alemão.

Publicidade

Segundo o jornal, os radicais ainda deixaram o refém conversas com os jornalistas por telefone, o alemão informou o nome de sua esposa, ‘Sabrina’, e disse também que teria entrado em contato com a Embaixada alemã nas Filipinas pedindo ajuda.

Martin Schafer, ministro das Relações Exteriores da Alemanha, informou que eles estão investigando juntamente com as autoridades filipinas, o que realmente aconteceu. Pois não dá para acreditar em tudo que é divulgado pela imprensa, sem comprovar a veracidade das informações.

Foi divulgado também que essa não é a primeira vez que o casal é sequestrado velejando. A primeira vez ocorreu em 2008, quando passavam pelas águas do Golfo de Áden, ao norte da Somália, e foram pegos por piratas somalis e acabaram 52 dias em poder dos sequestradores. E só foram libertados, após pagamento de resgate milionário.

#Crime #Investigação Criminal