Um jovem ativista LGBT francês foi drogado, estuprado, espancado e refém por dois dias na França. O jovem foi identificado como Zak Ostmane, de 35 anos, que veio da Argélia para a França há cerca de 3 anos. Na Argélia, ser homossexual é considerado crime, com pena de 2 meses há 2 anos de cadeia ou multa. Zak Ostmane é cofundador da ONG Shams-France, que ajuda as pessoas LGBT a escapar de perseguição contra homossexuais na cidade.

Na sexta-feira (3), a vítima estava em um bar na cidade de Marselha, na França, na companhia de alguns amigos ingerido bebidas alcoólicas, quando de repente começou a se sentir mal. Segundo a vítima, ele foi levado para um hotel na cidade por dois acusados, onde foi espancado, roubado, estuprado e mantido como refém por dois dias pelos agressores.

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Segundo Zak Ostmane, no domingo (5), ele viu um carro da polícia em frente ao hotel onde ele estava, em seguida, começou a gritar por ajuda. Dois suspeitos foram presos pela polícia. Em uma entrevista concedida pela vítima para a mídia local, o jovem relata os momentos de terror que sofreu nas mãos de seus agressores.

“Um era americano e o outro inglês, drogaram-me e levaram-me para o quarto deles, um deles saiu e o outro me deu um soco no rosto, depois me sodomizou. O segundo homem voltou, cheirando cocaína. Em seguida, eles me pediram dinheiro e tomaram o meu cartão de crédito. Eu dei um código falso, e eles me bateram novamente quando eles voltaram de mãos vazias. Então, ainda meio consciente, eu me lembro que um deles rasgou uma fronha e amarrou meus tornozelos e pulsos. Eu estava sendo chutado na cara e no peito.

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Então eu fui esmagado contra a parede e meu nariz foi golpeado duramente, havia sangue em toda parte", disse Zak Ostmane.

De acordo com Zak, ele gritava por ajuda o tempo todo, a esperança de que alguém do quarto vizinho escutasse os seus gritos de socorro. "Eu caí no chão, eu gritei com todas as minhas forças, mas um dos homens tirou uma faca grande. E ele me disse para ficar em silêncio, caso contrário, ele iria me matar", relatou Zak.

Conforme a vítima, ele teria visto uma viatura da polícia pela janela e começou a gritar por socorro. "Eu vi através de uma janela aberta um carro de polícia com dois policiais dentro e um fora do carro. Eu pensei: se eu não fizer nada, eu morrerei. Então eu gritei com todas as minhas forças", disse Zak. Os dois homens bateram nele, mas funcionou. A polícia respondeu, correndo pela rua, entrando no hotel e rapidamente prendendo os homens. Ostmane elogiou os oficiais dizendo: "Os policiais foram muito bons comigo, eles me levaram para o hospital, onde eu fiquei de 13h às 22h no domingo". Uma #Investigação Criminal foi aberta para apurar o caso. #Casos de polícia #Homofobia