Por volta do meio-dia da última quarta-feira (29), residentes de Tiberíades, uma pequena cidade situada às margens do mar da Galileia, ao Norte de #Israel, presenciaram uma verdadeira cena de terror.

Na ocasião, um judeu ultraortodoxo – equivalente aos fanáticos religiosos – passeava pelas ruas do município segurando a cabeça da esposa, recém assassinada.

Em depoimento ao jornal Jerusalem Post, uma testemunha (nome resguardado) comentou o tenebroso episódio protagonizado pelo sujeito de 34 anos.

“Um jovem ultraortodoxo estava andando pela rua com a cabeça da mulher nas mãos, coberto de sangue. Ninguém entendia o que estava acontecendo e porque ele tinha tanto sangue nele.

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Só depois perceberam que ele estava segurando a cabeça da mulher”, falou.

Conforme amigos da família, o judeu já apresentava sintomas de distúrbios mentais. Antes de cometer o assassinato, afirmava que era o Messias.

Apesar dele consultar o psiquiatra – possivelmente a mando da esposa -, nenhuma intervenção foi realizada. O médico concluiu que ele não representava perigo a outras pessoas.

Ao chegarem no apartamento do criminoso, na rua Nachmani, policiais revelaram que o local estava em chamas. Depois de conterem o fogo, autoridades encontraram o corpo da mulher, 33, queimado e decapitado.

Até o momento, o motivo do homicídio permanece sem explicação.

POLÍCIA MANTÉM SIGILO SOBRE INCIDENTE

Segundo a mídia israelense, autoridades impedem acesso aos detalhes da investigação. Contudo, ele foi levado ao tribunal nesta quinta-feira (30).

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A estratégia da polícia é prolongar a prisão preventiva do assassino.

No entanto, Said Haddad, advogado do réu, relata que o cliente tem um conhecido histórico de doença mental. Com isso, pretende mostrar que o indivíduo não pode ser responsabilizado pelos atos praticados.

"Estamos falando de uma tragédia séria, estamos pedindo amanhã que haverá uma avaliação psiquiátrica", destaca.

MULHERES ASSASSINADAS EM ISRAEL

Entidades relacionadas aos direitos das mulheres no país, salientam a falta de garantias jurídicas para o gênero feminino. Elas alegam que “as mulheres continuam pagando o preço com seu sangue e suas vidas”.

Em janeiro passado, por exemplo, um #Crime brutal praticado por um “chefe de família” resultou no assassinato da esposa, dos dois filhos e de outra pessoa, em Migdal.

Outro caso envolvendo violência contra as mulheres aconteceu no domingo (26). Nesse dia, Siham Zabaraja, ativista dos direitos feminino, foi baleada em casa, mas morreu no hospital, na terça-feira (28). A polícia também não forneceu as minúcias da investigação, que permanece em sigilo.

Abaixo, veja a gravação do momento em que autoridades chegam à via pública para prender o delirante criminoso.

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