Infelizmente, casos de #Estupro são muito frequentes na sociedade atual e revolta e indignação são algumas das palavras que definem de forma sutil o sentimento das vítimas.

Na Islândia, um dos países com maior índice de desenvolvimento humano do #Mundo, esta realidade, embora menos frequente do que em outros países, também existe, mas um caso em especial ganhou repercussão pela surpresa causada.

Thordis Elva foi estuprada em 1996, à época, com 16 anos de idade, por Tom Stranger, de 18. O abuso ocorreu após uma festa de natal na capital islandesa. Tom é australiano e estava na Islândia por um período em que fazia intercâmbio. Tendo conhecido Thordis previamente, os dois estavam em um romance há cerca de um mês, fato que não diminui o crime cometido.

Tendo bebido além do necessário, a garota passou mal e foi levada para casa pelo parceiro, local em que ele cometeu os abusos sexuais. Thordis disse que ficou machucada e chorou muito durante as semanas que se seguiram ao evento, e ao entender exatamente a gravidade da situação, já era tarde, já que o estuprador havia encerrado seu intercâmbio e retornado à Austrália.

Após anos, a jovem islandesa tomou uma atitude que surpreendeu a todos e gerou inúmeras divergências de opiniões. Thordis conseguiu entrar em contato com Tom e ele, arrependido, falou que faria “o que fosse necessário” para diminuir a dor da garota. Em conjunto, os dois resolveram escrever um livro e relatar o incidente.

Com a repercussão do caso, a obra chamou a atenção de organizadores de uma conferência, que convidaram ambos a percorrer o mundo divulgando a experiência do ponto de vista do culpado e da vítima.

Embora muitos tenham aceitado bem as palestras, em alguns lugares, como em Londres, a recepção aos fatos foram hostis. Para os presentes, a união da vítima ao estuprador poderia ser vista como algo a tornar normal a violência sexual e que além disso, poderia despertar traumas em outras vítimas de estupros.

Para Thordis, a “demonização” dos culpados nos casos de estupro podem atrapalhar, como no caso dela, a recuperação da vítima. Para ela, Tom não é um monstro, apenas tomou uma atitude muito errada em um momento da vida, mas ver a situação desta forma foi algo que a ajudou a diminuir a dor pelo ocorrido.

Para outras pessoas, ver um estuprador lucrar com seu ato após a venda dos livros também foi algo inadmissível. Embora tenha ficado com a parte minoritária dos lucros, isto não foi bem visto. Tom prometeu repassar a sua quantia para ONGs que lutam em prol das vítimas de violência sexual.

O que você achou do caso? Acha certa a atitude dos envolvidos? Deixe sua opinião a seguir! #Crime