Israelenses estão em fúria com a libertação do assassino que matou sete estudantes e sua professora.

Em março de 1997, o soldado jordaniano Ahmad Dakamseh metralhou um grupo de estudantes que fazia uma passeio a um parque artificial na fronteira jordaniana.

Sivan Fatihi, Natali Alkalai, Adi Malka, Ya'ala Me'iri e Nirit Cohen, que na época tinham 13 anos, e Karen Cohen e Shiri Badayev de 14 anos, além da professora, foram mortas, e outras cinco crianças ficaram feridas no ataque.

Ao ser perguntado se tinha arrependimento do crime que tinha cometido, Dakamseh não mostrou nenhum remorso. "Quanto à minha posição sobre os sionistas, vocês todos sabem o que eu fiz há 20 anos.", firmou Dakamseh.

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A mãe de uma das garotas mortas lamentou a decisão da Justiça da Jordânia em abreviar a soltura do assassino de sua filha. "Esta manhã nos leva de volta 20 anos, para aquele dia horrível.", declarou ela.

Uma das mães, indignada com a decisão da Justiça jordaniana, disse: "Gostaria de dizer ao primeiro-ministro (israelense) e ao ministro da Defesa, que o sangue de nossos filhos não deve ser em vão". Vocês devem agir em relação à Jordânia para impedir esta situação a qualquer custo.

Dakamseh foi condenado à pena perpétua, mas só ficou 20 anos preso.

Um primo de Dakamseh disse aos jornais da Jordânia: "Ele agora é um homem livre depois que ele terminou seu período de prisão".

Dakamseh, que agora tem 46 anos, foi libertado da prisão de Bab al-Hawa em Irbid, próximo à capital, Amã.

A versão do assassino

No dia de seu julgamento, Dakamseh disse ao juiz que disparou sua arma contra as meninas depois que elas zombaram dele enquanto orava.

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Sua soltura foi aceita pela Justiça, após o acusado ter sido diagnosticado com transtorno de personalidade antissocial, além de apresentar sintomas de hipertensão grave e diabetes.

Na época do crime, o então rei da Jordânia, Hussein, condenou o ataque de Dakamseh e mais tarde viajou para Israel para oferecer suas condolências às famílias das vítimas. Seu governo também pagou uma compensação.

Orit Cohen, cuja irmã Keren foi morta pelo soldado, disse: 'Quem disse que amanhã ele não vai realizar outro ataque e assassinar mais israelenses?'

O ataque ocorreu menos de três anos depois que a Jordânia e Israel assinaram um tratado de paz.

#Israel Fatihi, pai de uma das vítimas, indignado com a situação disse: "Ele foi chamado de herói no parlamento jordaniano no momento do assassinato.

"Se é isso que eles disseram no parlamento, o que podemos esperar da família?"

Ele disse que a paz de Israel com a Jordânia estava entre os israelenses e a família real, não o povo ou o parlamento.

A Jordânia é a única nação árabe, além do Egito, a ter assinado um tratado de paz com o Estado judeu. #Mundo