O documento que comprovaria o nascimento do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em agosto de 1961 no Quênia, é falso. A informação foi divulgada pelo jornal francês Le Monde nesta segunda-feira (13). A suposta certidão de nascimento de Obama foi publicada no Twitter, na semana passada, e retransmitida nas redes sociais e em portais favoráveis ao governo do atual presidente do país, #Donald Trump.

O nascimento de Barack Obama foi questionado pelo meio-irmão do ex-presidente, Malik Obama. Na última quinta-feira (9), ele publicou uma imagem do documento em sua conta na rede social, acompanhada da mensagem "Surely. What's this?" (em português, "De fato.

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O que é isto?"). Malik Obama é um dos sete meio-irmãos que Barack Obama possui por parte de seu pai, nascido no Quênia, e apoiou Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016.

O tweet foi compartilhado quase 20 mil vezes nas redes sociais e em portais pró-Trump. O documento mostra que Barack Obama teria nascido em 4 de agosto de 1961, em Mombasa, segunda maior cidade do Quênia, país africano. Portanto, não poderia chegar à presidência dos Estados Unidos.

As controvérsias em torno de seu nascimento começaram quando Obama assumiu a Casa Branca, em 2009, e, de acordo com o periódico francês, na época, foram despertadas por Donald Trump. No mesmo ano, o governo queniano foi contatado e negou a nacionalidade de Obama, alegando que o país tornou-se uma República em dezembro de 1964.

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Em 2011, o ex-presidente mostrou à imprensa sua certidão verdadeira. Ele nasceu em Honolulu, capital do estado norte-americano do Havaí.

No caso deste documento, outro dado que contesta a veracidade é o carimbo das digitais do pé do bebê, que não constava nas certidões de nascimento do Quênia no ano em que Obama nasceu.

No ano passado, durante a campanha presidencial, Donald Trump resgatou o assunto em um de seus discursos, declarando ter grandes dúvidas de que o presidente Barack Obama tenha realmente nascido nos Estados Unidos. A Constituição americana prevê que, para concorrer à presidência, os candidatos devem ser naturais no país. #BarackObama #EstadosUnidos