Na tarde desta última terça-feira (28), a jovem Vilma Trujillo García, de 25 anos, acabou morrendo depois de praticamente sete dias internada com queimaduras extensas pelo corpo. Ela teria sido queimada viva em uma fogueira durante um ritual religioso na quinta-feira (23) passada, na zona campesina da cidade de Rosita, no nordeste da Nicarágua. A localidade conhecida como El Cortezal tinha um líder religioso, que se intitulava pastor da Igreja Assembleia de Deus. Sob a alegação de que a jovem estaria ‘possuída’ pelo demônio, uma fogueira foi construída em uma zona de mata, e a mulher lançada sobre as chamas para ser queimada viva. O cenário parece da era medieval, quando religiosos queimavam mulheres consideradas ‘bruxas’ pela população, e eliminavam aquelas que não se comportassem de maneira adequada.

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É assustador que em pleno século XXI, uma mulher tenha sido submetida à mesma situação. Segundo relatos de testemunhas, ela teria sido contida pelos religiosos que tiraram as suas roupas e a amarraram de maneira forçada junto a um tronco onde a fogueira foi construída. O pastor criminoso é Juan Gregorio Rocha Romero, que se dizia o condutor da igreja e líder na região. No entanto, para o presidente da congregação, Rafael Arista, não havia registro de que o homem realmente fosse um participante ativo da igreja, e negou qualquer envolvimento da Assembleia de Deus como instituição na participação do #Crime. A polícia foi chamada até o local, e a jovem socorrida às pressas. Ela foi atendida e encaminhada até o hospital da capital Manágua, ficando sob os cuidados da equipe médica por quase uma semana, mas infelizmente não resistiu aos extensos ferimentos.

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Os familiares de García estão revoltados e pedem por justiça. A polícia que investiga o ocorrido, prendeu Romero e outras quatro pessoas que foram acusadas de terem participado do cenário de tortura. O marido da jovem, Reynaldo, relatou que em nenhum momento os envolvidos que participavam do ritual fizeram alguma coisa para ajudar a mulher que queimava aos gritos diante dos olhos de todos. Apesar do atendimento rápido os médicos deixaram claro aos parentes que a condição era bastante grave e que as chances de ela sobreviver eram mínimas. Os familiares pedem agora por justiça e uma punição severa aos membros da igreja. Vilma deixou duas filhas ainda crianças, e o marido que agora tentará reconstruir a vida sem ela.

#Investigação Criminal