Uma postura classificada como desumana está sendo adotada pela #hungria para frear a entrada de migrantes no país. Na terça-feira (07/03), o parlamento aprovou lei que permitirá o confinamento de #Refugiados em campos com contêineres. Conhecida como zona de trânsito, essa região, localizada na fronteira com a Sérvia, manterá em estado de vigilância todos os que estiverem aguardando permissão de asilo.

A ONU já se pronunciou contra a medida, afirmando que a nova legislação depõe contra o papel da Hungria frente aos objetivos internacionais acordados. "Viola as obrigações da Hungria com relação ao direito internacional e às normas da #União Europeia", disse a porta-voz da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Cécile Poully.

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Vista por muitos como um campo de concentração de refugiados, a área terá 150 quilômetros e deve estar pronta no dia 1º de maio. Para Poully, a postura húngara terá efeitos psicológicos e físicos irreversíveis nos refugiados. São homens, mulheres e crianças marcados por grandes sofrimentos e que, agora, enfrentam mais este trauma.

Na União Europeia, a detenção de refugiados e solicitantes de asilo é permitida em algumas circunstâncias, mas sempre em resposta a medidas mais brandas que não tenham alcançado êxito. No caso de crianças, expôs a porta-voz, essa medida nunca deve ser cogitada. "Alternativas à detenção sempre devem ser consideradas primeiro, já que não fazê-lo assim significa que a detenção é arbitrária", ressaltou Pouilly.

ONGs húngaras e de outros países também estão se posicionando contra a lei.

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Elas afirmam que a medida fere a constituição do país. Apesar da pressão internacional contra a medida, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, defende a necessidade de frear o movimento de migração em massa. Segundo ele, o país deve deter uma ameaça à identidade e cultura cristã da Europa, visto que a maioria dos refugiados está identificada com a doutrina islâmica.

Em pronunciamento durante uma cerimônia de graduação de policiais de fronteiras em Budapeste, o premiê classificou a imigração como o "cavalo de Troia do terrorismo".