A diferença cultural entre países chegam a ser assustadoras para o entendimento comum de povos tão distintos uns dos outros. Por mais que exista um movimento na maioria dos países pela laicidade do estado, muitos destes território ainda são regidos por leis completamente embasadas na religião, como por exemplo, os países onde o islã é a religião majoritária. A diferença cultural do islã por catolicismo é gigante e chega a amedrontar os ocidentais quando alguns casos vem à tona, como a separação pelo WhatsApp.

Para os muçulmanos, por exemplo, a mulher não é vista como uma pessoa e sim propriedade de um homem. E na Índia uma #lei vem causando muito polêmica, sendo negada em outros territórios muçulmanos.

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A lei Charla, como é conhecida trata-se de uma lei que ampara uma separação instantânea e foi embasada nela que dois homens se separaram de suas esposas pelo WhatsApp.

É que para aplicar a lei basta apenas dizer três palavras repetidas para esposa, e a mulher é obrigada a abandonar a casa imediatamente. A palavra utilizada é ‘talaq’, que na tradução literal significa divórcio. Segundo a lei, a mulher não precisa ouvir as palavras pessoalmente e o caso dos irmãos que se separaram pelo WhatsApp foi considerado válido pela justiça indiana.

Tudo começou quando os irmãos, Syed Fayazuddin Hussaini e Mohd Abdul Akheel foram enviados para os Estados Unidos para trabalharem em solo americano. Syed foi o primeiro as palavras para sua mulher, há seis meses atrás deixando sua esposa inconsolada.

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O que surpreendeu a família foi que Meeren, a esposa de Mohd, recebeu a mesma sentença pelo WhatsApp há poucos dias, sendo expulsa de seu casamento. Mohd escreveu as palavras e enviou uma imagem onde ele aparece com as palavras ‘talak, talak, talak’.

O pior de tudo é que a lei deixa a mãe completamente desamparada diante do marido. Ao ser sentenciada pela charia, as mulheres foram expulsas de suas casas pelos seus sogros. E para criarem seus filhos elas também são privadas de receber ⅓ do salário de seu marido, pois a lei charia impede que esse valor seja repassado para elas. Diante desse absurdo as duas esposas entraram no Tribunal de Justiça da Índia, mas nada garante que elas poderão conseguir algum tipo de ajuda para criarem seus filhos.