Centenas de pessoas teriam assistido à morte de Naika Venant, uma menina de 14 anos, através do Facebook. A garota se suicidou, durante transmissão ao vivo, que durou mais de 3 horas. Gina Caze, a #mãe da adolescente, teria sido uma das pessoas que assistiu a esse momento, em janeiro, em Miami, nos Estados Unidos Agora, a mãe está sendo investigada pela Justiça e pode ser acusada de culpa direta pelo #Suicídio.

Gina poderia ter incentivado a filha a se matar durante a transmissão, lhe enviando algumas mensagens através do Facebook Live. A mulher está sendo acusada de zombar da filha adolescente, criticando a menina e dizendo que não tinha coragem de se suicidar.

Publicidade
Publicidade

De acordo com a denúncia de abuso infantil, Gina teria usado o sobrenome Alexis na sua conta de Facebook.

Outras pessoas também teriam feito comentários durante a transmissão. Alguns imploravam para que ela parasse, enquanto outros pediam para ela tirar sua própria vida.

Um dos usuários que supostamente encorajou e criticou a menina, sem se preocupar em procurar ajuda, foi uma mulher identificada como Gina Alexis, supostamente o nome usado pela mãe da adolescente. A denúncia foi entregue ao Departamento de Crianças e Famílias da Flórida cerca de duas semanas depois de Naika Venant ter sido encontrada morta pela polícia.

Um amigo de Naika chamou a polícia, durante a transmissão ao vivo do Facebook, mas forneceu o endereço errado. Quando os policiais chegaram a essa casa, receberam o endereço correto para a casa de acolhimento onde ela estava.

Publicidade

Porém, quando chegaram, já encontraram a menina pendurada no banheiro, enquanto seus pais adotivos estavam dormindo no quarto, sem terem percebido de nada.

Gina, a mãe da menina, está se defendendo no tribunal, dizendo que pensou que o suicídio fosse uma encenação e que seus comentários só foram feitos depois que a filha já estava morta, negando que estava online durante a transmissão ao vivo.

Uma amiga de Naika contou que a adolescente andava mais triste porque a sua mãe não a queria de volta, e ela estava chateada por ser sempre uma criança adotiva. Naika foi acolhida pela primeira vez em um abrigo em janeiro de 2009, quando estava sendo abusada fisicamente por sua mãe. Em junho de 2010, ela voltou a ser entregue para sua mãe, ficando com ela até abril de 2014, quando foi novamente institucionalizada.

Apesar da oposição de vários assistentes sociais, Naika foi devolvida à Gina que, pouco depois, em 2015, desistiu da custódia da adolescente, dizendo que não a queria mais. Ao longo de oito anos, Naika passou 28 meses em acolhimento temporário e permaneceu em 14 casas diferentes.

Sentindo-se novamente rejeitada e zombada pela mãe, a menina resolveu acabar com a própria vida. #YouTube