Sofina Nikat, de 23 anos, será julgada pelo assassinato de sua filha, Sanaya, de 14 meses. Em sua defesa, esta #mãe está falando que só fez isso quando lhe disseram que sua bebê estava sendo controlada por um espírito maligno. Sofina estaria com dificuldades para cuidar da filha e buscou orientação em seus pais, que, por sua vez, haviam consultado um imam (pregador no culto islâmico) em busca de aconselhamento. Teria sido o imam que teria dito que a bebê estava possuída. Mais tarde, a menina apareceu morta, em abril do ano passado, na Austrália.

Agora no Tribunal de Melbourne, esta mãe está sendo ouvida e contando sua versão do que aconteceu.

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Supostamente, ela teria recebido orações e água benta para "tentar remover o espírito" e para "limpar" a bebê. Sofina disse à polícia que a sua bebê "gritava e rosnava no telhado" e que ela foi aconselhada que "Sanaya tinha energia negativa".

Ela supostamente disse à polícia que sua filha estava agora "em um lugar melhor". O corpo da bebê foi encontrado em Darebin Creek, Heidelberg West, em abril passado. A mãe está negando as acusações de ter assassinado a menina.

Sofina relatou inicialmente que Sanaya tinha sido arrancada de seu carrinho por um estrangeiro africano, que cheirava a álcool no Parque Olímpico, mas depois disse à polícia que ela inventou a história "porque ela estava com medo", de acordo com os documentos judiciais. Mais tarde, ela teria confessado o seu crime.

A mãe havia dito à polícia que cobriu o nariz e a boca da bebê até que ela já não podia respirar antes de jogar seu corpo no riacho, onde ela seria encontrada.

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Dias antes de morrer, Sanaya havia sofrido convulsões, de acordo com os relatos feito no tribunal.

O advogado de defesa de Sofina, Christopher Dane, argumentou que a jovem de 23 anos só deveria ser julgada pelo crime de infanticídio, o que traz uma penalidade menor que o crime de assassinato. Ele está sugerindo que sua cliente estava "mentalmente perturbada" no momento da morte da sua filha. Ao tribunal, ele apresentou dois relatos psiquiátricos como defesa de sua cliente.

No entanto, a juíza Luisa Bazzani confirmou a acusação de crime de assassinato com base no fato de que a evidência do psiquiatra não havia sido provada. Sofina deve voltar ao tribunal nesta sexta-feira (17). #Bebê