Apesar de polêmicas envolvendo o uso de banheiros por pessoas trans e da ameaça de políticos e religiosos conservadores, de maneira geral, a maior parte dos norte-americanos apoia as causas do público #LGBT. É o que mostra pesquisa realizada pelo Public Religion Research Institute (PRRI), conduzida em fevereiro e publicada pelo site Vox, em março. Foram ouvidas mais de duas mil pessoas.

Uma das explicações apontadas para esse maior grau de tolerância e respeito a gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros se deve ao convívio crescente entre cidadãos de diferentes orientações sexuais.

Em junho de 2015, a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

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Na época, dos 50 estados americanos, 13 ainda proibiam a união civil entre homossexuais. Considerada histórica, a decisão foi bastante comemorada pelo então presidente Obama, que comentou pelo Twitter: "O amor vence". Evangélicos fundamentalistas e políticos conservadores não ficaram nada felizes e anteciparam prejuízos para a "família tradicional, a moral e os bons costumes".

Polícia participa de parada gay, em Minneapolis, em 2015

No entanto, com o passar dos meses, o impacto negativo foi diminuindo e, de acordo com o PRRI, seis em cada dez americanos hoje apoiam o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. O suporte foi crescendo durante os últimos três anos. Agora, em 2017, 63% dos entrevistados se disseram a favor da união entre casais gays e lésbicas.

Entre os eleitores dos partidos Republicano, Democrata ou de outras organizações políticas menores, é crescente o número de cidadãos norte-americanos que apoiam leis que protejam os LGBTs de discriminação no trabalho e em ambientes públicos.

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De modo geral, 70% dos americanos concordam com tais medidas, enquanto 26% se opõem. Entre os alinhados aos republicanos, 60% se dizem a favor e 33%, contra. Os simpatizantes dos democratas registram 77% de opiniões favoráveis, contra 21% desfavoráveis. Os chamados independentes, somam 72% de reações a favor e 24% não concordam com essas leis de proteção.

Diante da pergunta: "Você é a favor ou contra leis que exijam que indivíduos transgêneros usem banheiros que correspondam a seu sexo de nascimento em vez de sua atual identidade de gênero?", 53% dos norte-americanos se disseram contra essa restrição. Tidos como mais progressistas nos costumes, 65% dos democratas são contra impedir pessoas trans de só utilizar banheiros relacionados a seu sexo biológico. Entre os republicanos, mais conservadores, a maioria dos entrevistados (59%) é a favor da restrição do uso de banheiros por pessoas trans ao sexo de nascimento. 57% dos independentes se mostraram contra a proibição.

A convivência com familiares, amigos e pessoas próximas foi apontada na pesquisa como razão da maior abertura e respeito a direitos dos LGTBs por cidadãos alinhados ao republicanismo.

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Os dados indicam que, em 2011, 46% dos simpatizantes de tal linha partidária, tinham amizade ou laço familiar com gays e lésbicas. Em 2017, esse número saltou para 63%. Por fim, 84% americanos dizem ter mais conhecimento a respeito do que o termo #Transgênero significa, no ano corrente. Em 2011, esse número era de 70%. #Estados Unidos