Uma jovem morreu, nesta segunda-feira (27), após um ritual religioso na Nicarágua. A vítima foi identificada pelas autoridades como Vilma Trujillo, de 25 anos, que morava na zona rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no Nordeste do país.

O acusado de ter comandado o exorcismo foi identificado como Juan Rocha, que é #Pastor da Assembleia de Deus. Para a polícia, ele é o principal suspeito de ter comandado o ritual. Por sua vez, o pastor nega todas as acusações, e culpa a vítima dizendo que ela estava com um espírito maligno.

Segundo informações que familiares da vítima disseram à imprensa local, a vítima teria sido atacada por quatro pessoas lideradas pelo acusado, que disse ser pastor evangélico.

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Rocha teria dito que espíritos malignos haviam suspendido Vilma e, em seguida, ela tinha pulado em cima de uma fogueira.

A vítima foi encontrada horas depois com várias queimaduras pelo corpo. Ela foi socorrida e encaminhada para uma unidade médica da cidade em estado gravíssimo, onde ficou internada. Mas, devido os ferimentos, acabou não resistindo e morreu.

De acordo com o marido da vítima, identificado como Reynaldo Peralta Rodriguez, a sua esposa foi levada dentro de uma igreja na semana passada quando os membros pensaram que ela estava possuída por um espirito maligno, depois de supostamente ela tentar atacar os outros membros com um facão.

Em seguida, tiraram as suas vestes amarram e a jogaram na fogueira. "É imperdoável o que nos fizeram. Eles mataram minha esposa, a mãe de meus dois pequeninos, e agora, o que vou dizer a eles?", questionou o marido da vítima.

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As autoridades locais prenderam o suposto pastor e mais quatro pessoas envolvidas na morte da jovem. Pablo Cuevas, porta-voz da Comissão de Direitos Humanos da Nicarágua, pediu para que o governo tenha um controle mais firme sobre os rituais religiosas no país.

"É incrível que essas coisas possam acontecer hoje. Tem que haver uma revisão pelas autoridades em todas as diferentes denominações e religiões. Não podemos ter coisas assim acontecendo", disse Pablo Cuevas. Grupos de direitos das mulheres disseram que o caso era um exemplo de fanatismo e misoginia.

"Além do aspecto religioso, nada justifica um ato tão cruel quanto queimar uma mulher, colocando-a no fogo com a ajuda de outras pessoas que você usou a #Religião para manipular", disse a ativista Juanita Jiménez, do Movimento das Mulheres Autônomas (MAM). #Casos de polícia