A queniana Jackline Mwende, cujo marido Stepen Ngila usou um facão para decepar suas mãos e parte dos braços e deixou-a para morrer porque ela não podia ter filhos, em julho de 2016, está grávida. A notícia foi divulgada, nesta terça-feira (28), pelo jornal Wedding Digest Naija.

Jackline recebeu braços doados pela LG braços protéticos e se recusa a dizer o nome do pai da criança que ela espera. Ela agora pode tomar conta do bebê, uma vez que a empresa farmacêutica alemã Merck construiu uma casa com painel solar e reservatório de água para Jackline.

O jornal britânico The Sun publicou que as ativistas estavam furiosas porque seu marido, Ngila, um alfaiate, saiu da prisão após pagar fiança de 1.544 libras (R$ 6 mil), depois de ter sido acusado desse #Crime terrível.

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Jackline também disse à imprensa que testes feitos há 3 anos mostraram que era o marido que tinha problemas de reprodução. Ela conta ainda que logo depois do resultado dos exames, seu casamento começou a se deteriorar e seu marido não fez o tratamento prescrito pelos médicos porque se recusava a crer que tinha problemas.

Jackline também conta ao Daily Nation que fez um acordo com o pai do bebê de que ele permaneceria anônimo e ela só esperava dele a ajuda para conceber. À época em que fez o acordo, seu marido tinha abandonado a casa fazia três meses e ela teve a relação sexual apenas uma vez. “Não foi um caso, foi uma relação sexual para que eu ficasse grávida”, afirma ela.

“Eu queria uma criança. Eu estava desesperada para salvar meu casamento. Foi errado e eu sei que as pessoas vão me julgar duramente por isso, mas não tive remorsos porque estava desesperada com tudo o que aconteceu.

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Sabendo hoje que estou viva e que serei mãe em breve, posso afirmar que valeu a pena” , disse ela aos jornais locais. Seu marido aguarda julgamento.

Entenda o caso

Em 25 de julho de 2016, Stephen Ngila cortou as mãos da esposa e explicou a impressa que fez isso porque ela não podia lhe dar filhos. Ele foi acusado de tentativa de homicídio, uma vez que deixou a #Mulher para morrer após a amputação, feita com um facão, na cidade de Machakos, próximo a Nairóbi, capital do Quênia.

O pai de Jackline, Samuel Munyoski perguntou em entrevista: “Se Ngila não queria minha filha, porque ele não a devolveu à família?” Os direitos humanos, juntamente com ativistas femininas, pedem pena dura para Ngila, que irá a julgamento esta semana.

#Violência