A #ONU (Organização das Nações Unidas) alertou, na última sexta-feira (10), que o mundo vive a maior #Crise Humanitária desde 1945. A situação é mais grave em quatro países: Iêmen, Sudão do Sul, Somália e Nigéria, onde 20 milhões de pessoas correm o risco de sofrer de desnutrição e morrer de fome. O anúncio foi feito por Stephen O'Brien, secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários e Emergências da ONU, após uma visita a esses países.

Os quatro países sofrem com conflitos armados e falta de recursos. O Iêmen, no entanto, é o cenário da pior crise humanitária no mundo, segundo O'Brien. Dados da ONU apontam que combates entre forças do governo e rebeldes xiitas já deixaram mais de 7,4 mil mortos e cerca de 40 mil feridos desde março de 2015.

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Além disso, dois terços da população precisam de algum tipo de assistência e mais de sete milhões "não sabem de onde virá seu próximo alimento", afirmou o secretário. O país, com quase 19 milhões de habitantes, vem sendo devastado rapidamente. O'Brien destacou que mais de três milhões de iemenitas já morreram por causa da crise.

No Sudão do Sul, país com cerca de 11,5 milhões de habitantes, mais de 7,5 milhões de pessoas carecem de ajuda humanitária. De acordo com O'Brien, a guerra civil que assola o país desde dezembro de 2013 é a causa principal da #Fome no país.

Na Somália, onde o número de habitantes é pouco mais de 6,2 milhões, metade da população precisa de assistência e 2,9 milhões estão ameaçados pela fome. O país sofre há mais de 30 anos com conflitos causados por milícias de clãs, criminosos e pelo grupo Al-Shabaab.

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Na Nigéria, a situação é menos crítica se comparada aos outros países, mas o secretário-geral advertiu que é preciso uma injeção de recursos imediata para evitar uma tragédia, principalmente no Nordeste do país.

Segundo O'Brien, é preciso US$ 4,4 bilhões (R$ 13,9 bilhões) até julho para combater a crise humanitária nos quatro países. Sem a ajuda da comunidade internacional para arrecadar o dinheiro, "as pessoas simplesmente morrerão de fome e muitos mais sofrerão e morrerão de doenças", alertou.